InícioNacionalSociedadeMinistro da Saúde admite desafios na assistência de pacientes depois da vandalização 

Ministro da Saúde admite desafios na assistência de pacientes depois da vandalização 

O Ministério da Saúde diz que perdeu mais de 500 milhões de Meticais devido à vandalização do centro de armazenamento de material médico cirúrgico, na Cidade de Maputo. Com a situação, o sector vai trabalhar de forma condicionada.  

Reduzido a cinzas é como ficou a central de medicamentos e artigos médicos, após a vandalização durante os protestos pós-eleitorais,  em Dezembro do ano passado. Sobre os prejuízos, o Ministério da Saúde já fez os cálculos.  Além de viaturas queimadas, muito material cirúrgico foi reduzido a cinzas.   

“Foi destruído aquele material que os doentes, quando chegam ao hospital, para seu atendimento são necessários para completar o tratamento dos doentes. Isto nos deixou muito preocupados, porque com aquele material que estava lá, o sector estava preparado para garantir uma assistência muito boa aos nossos pacientes”, explicou Ussene Isse, Ministro da Saúde. 

Com este cenário de destruição, o sector da Saúde prevê dias piores. “Com aquele cenário que está ali, vamos trabalhar de forma condicionada. Continuaremos a trabalhar sim, garantindo que ninguém morra por falta de material médico, mas de forma condicionada, porque a destruição de mais de 500 milhões de meticais, incluindo até ambulâncias, que são viaturas de extrema importância  para o sistema de referência de doentes de uma unidade para a outra vai condicionar até certo ponto o nosso trabalho”, alertou.  

O ministro da Saúde falava esta quarta-feira à margem da entrega de perto de quatro mil litros de iodopovidona, um produto que serve para limpar feridas e cirurgias, uma doação dos Caminhos de Ferro de Moçambique.

Num evento paralelo, o sector da Saúde anunciou, esta quarta-feira, que vai realizar 500 cirurgias nestes primeiros 100 dias de governação para pessoas que aguardam há bastante tempo. Na lista de espera estão cerca de mil pessoas.

Fonte: O País

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