InícioNacionalSociedadeMoçambique: Governo defende acção concertada para enfrentar o desemprego

Moçambique: Governo defende acção concertada para enfrentar o desemprego

Resumo

O crescimento rápido da população economicamente ativa em Moçambique ultrapassa a capacidade de criação de empregos, resultando num aumento do desemprego, especialmente entre os jovens. O Governo apela a uma ação conjunta entre o Estado, o setor privado e os parceiros de cooperação para impulsionar o emprego, o autoemprego e o empreendedorismo. O ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Manasse, destacou a importância de reforçar os centros de emprego, promover medidas ativas de emprego e fortalecer a articulação com o setor da formação profissional. É urgente encontrar soluções para a falta de oportunidades de trabalho para acompanhar o crescimento da população ativa, com foco no desenvolvimento através do empreendedorismo. A Estratégia Nacional de Desenvolvimento é vista como a principal orientação para as ações do setor, que devem incluir estratégias específicas para o emprego juvenil e uma maior divulgação das atividades do Instituto Nacional de Emprego (INEP).

Nampula, 20 Jun. (AIM) – O crescimento acelerado da população economicamente activa em Moçambique continua a superar a capacidade de criação de postos de trabalho, agravando o problema do desemprego, sobretudo entre os jovens.

Anualmente, mais de 500 mil jovens entram anualmente no mercado sem garantia de emprego.

Perante este cenário, o Governo defende uma actuação mais enérgica e concertada entre o Estado, o sector privado e os parceiros de cooperação para impulsionar o emprego, o auto-emprego e o empreendedorismo.

O apelo foi lançado pelo ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Manasse, durante o oitavo Conselho Consultivo do Instituto Nacional de Emprego (INEP), realizado na cidade de Nampula, encerrado na sexta-feira, encontro que serviu para avaliar as actividades daquele organismo ao longo dos últimos dez anos.

Segundo dados do Inquérito ao Orçamento Familiar de 2022, citados pelo governante, a população economicamente activa em Moçambique representa 84,9 por cento da população, enquanto a taxa de emprego situa-se em 71,4 por cento e a taxa de desemprego ronda os 18,4 por cento.

De acordo com Manasse, estes números demonstram que o crescimento da população activa não acompanha a criação de oportunidades de trabalho por conta de outrem, facto que exige novas soluções e maior articulação entre todos os intervenientes.

“Em Moçambique, anualmente mais de 500 mil jovens entram para a idade activa do emprego. Esta juventude precisa de encontrar alento, precisa de ter acompanhamento, por representar um motor impulsionador do desenvolvimento através do empreendedorismo”, afirmou.

Durante a sua intervenção, o ministro destacou a necessidade de reforçar o papel dos centros de emprego na intermediação laboral e na promoção de medidas activas de emprego, bem como garantir a aquisição de testes psicotécnicos e fortalecer a articulação institucional com o sector da formação profissional.

“Destacamos a necessidade de reforçar a relevância dos centros de emprego na intermediação laboral e promoção de medidas activas de emprego e garantir a aquisição de testes psicotécnicos, a afirmação institucional e uma melhor articulação com o sector da formação profissional e interministerial na componente dos programas e fundos de promoção do emprego”, salientou.

Manasse defendeu igualmente a consolidação e sustentabilidade dos centros de emprego e incubadoras já existentes, assim como uma maior divulgação das actividades desenvolvidas pelo INEP.

O governante sublinhou ainda que as acções do sector devem estar alinhadas com a Estratégia Nacional de Desenvolvimento (END), considerada a principal ferramenta orientadora dos instrumentos de planificação do país.

“Falamos também da importância de envolver a Autoridade Nacional do Ensino Profissional (ANEP) e todas as instituições relevantes na elaboração da política de emprego, bem como da necessidade de desenhar estratégias específicas para a implementação da política de emprego, como é o caso do emprego juvenil ou do emprego rural”, acrescentou.

A transformação digital foi outro dos temas em destaque no encontro. Segundo Manasse, trata-se de um processo irreversível, razão pela qual os centros de emprego devem apostar na digitalização dos seus serviços e sensibilizar os jovens para a utilização das ferramentas digitais no mercado de trabalho.

No domínio da cooperação, o ministro apelou ao reforço do apoio dos parceiros ao INEP.

“Queremos reiterar os nossos agradecimentos a todos os parceiros pelo suporte que nos têm prestado e manifestamos o nosso regozijo pelo compromisso que assumiram em continuar a trabalhar connosco na materialização dos planos e programas de governação. Não obstante, tal como ficou evidenciado nos debates, o INEP precisa de mais apoio, pelo que apelamos aos nossos parceiros para que incrementem a sua contribuição em prol da promoção do emprego”, concluiu.

O oitavo Conselho Consultivo do INEP reuniu em Nampula diversos actores ligados à área do emprego, incluindo representantes de empresas nacionais e estrangeiras, parceiros de cooperação e outras instituições relevantes do sector.
(AIM)
Redacção

 

Fonte: aimnews

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