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MOÇAMBIQUE REFORÇA CAPACIDADE DE RESPOSTA A CALAMIDADES COM NOVO CENTRO INTEGRADO DE EMERGÊNCIAS

Resumo

Moçambique reforçou a sua capacidade de resposta a desastres naturais com a inauguração do Centro de Comunicações de Emergência e do Sistema Integrado de Comunicações em Maputo. Estas infraestruturas no Centro Nacional Operativo de Emergência visam melhorar a coordenação entre entidades na gestão de crises, permitindo comunicações em tempo real entre equipas de proteção civil, autoridades locais e parceiros humanitários. Com o país a ser um dos mais vulneráveis a alterações climáticas em África, a nova plataforma pretende reduzir tempos de resposta em situações de emergência, facilitando a circulação de informação, mesmo em regiões remotas afetadas por ciclones e cheias. O investimento faz parte da modernização contínua do Centro Nacional Operativo de Emergência, visando fortalecer a capacidade de resposta do país a desastres naturais.

Por: Alfredo Júnior

Moçambique deu mais um passo no reforço da sua capacidade de resposta a desastres naturais com a inauguração, em Maputo, do novo Centro de Comunicações de Emergência e do Sistema Integrado de Comunicações, infra-estruturas instaladas no Centro Nacional Operativo de Emergência (CENOE) e destinadas a melhorar a coordenação entre as instituições envolvidas na gestão de crises.

A nova plataforma permitirá assegurar comunicações em tempo real entre os diferentes intervenientes do sistema nacional de gestão de calamidades, incluindo equipas de protecção civil, autoridades locais, serviços meteorológicos, forças de segurança e parceiros humanitários. O objectivo é reduzir o tempo de resposta durante situações de emergência e garantir a circulação rápida de informação, mesmo em regiões remotas afectadas por ciclones, cheias ou outros eventos extremos.

A inauguração ocorre num contexto em que Moçambique continua entre os países africanos mais vulneráveis aos efeitos das alterações climáticas. Nos últimos anos, ciclones como Idai, Kenneth, Freddy e Chido evidenciaram os desafios associados à comunicação e coordenação operacional durante situações de crise, sobretudo em áreas onde as infra-estruturas de telecomunicações são frequentemente afectadas pelos fenómenos climáticos.

O investimento enquadra-se num processo mais amplo de modernização do Centro Nacional Operativo de Emergência. Em Setembro de 2025, o Governo, através do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), inaugurou uma moderna Sala de Situações no CENOE, equipada para monitorizar riscos, coordenar operações e apoiar a tomada de decisões em tempo real. A infra-estrutura foi desenvolvida com apoio da cooperação italiana e de parceiros internacionais especializados na gestão de riscos.

A aposta em sistemas de comunicação resilientes tem vindo igualmente a ganhar relevância no sector das telecomunicações. Em 2023, o Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique (INCM) determinou que os operadores de telecomunicações passassem a dispor de sistemas de comunicações de emergência capazes de assegurar serviços mínimos em situações de força maior, reforçando a continuidade das comunicações governamentais durante crises.

A criação do novo Centro de Comunicações de Emergência coincide ainda com a realização da V Conferência Nacional das Comunicações, que decorreu em Maputo sob o lema “Comunicações como Pilar da Transformação Digital em Moçambique: Conectividade, Inclusão e Resiliência”. Durante o encontro, responsáveis governamentais defenderam o fortalecimento das infra-estruturas digitais como instrumento de desenvolvimento, inclusão social e soberania nacional.

Especialistas consideram que a eficácia dos sistemas de alerta precoce depende não apenas da capacidade de previsão dos fenómenos, mas também da existência de redes de comunicação robustas que permitam transmitir informação rapidamente às autoridades e às populações em risco. Neste sentido, o novo sistema poderá contribuir para reduzir perdas humanas e materiais em futuras emergências.

Para um país que enfrenta regularmente ciclones tropicais, cheias, secas e outros eventos extremos, o reforço das capacidades de coordenação e comunicação é visto como um elemento central da estratégia nacional de redução do risco de desastres. O desafio passa agora por assegurar que as novas infra-estruturas funcionem de forma integrada e alcancem efectivamente as comunidades mais vulneráveis do território nacional.

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