Resumo
Moçambique reforça presença internacional na segurança cibernética ao participar na 38.ª Conferência Anual da FIRST, nos EUA. A delegação moçambicana, liderada por representantes do INTIC e INCM, destacou-se com a intervenção do Eng.º Sérgio Guivala, partilhando a experiência do país na gestão de incidentes cibernéticos. Guivala salientou os avanços legais de Moçambique, incluindo a Lei de Segurança Cibernética e a Lei de Crimes Cibernéticos, e a criação de estruturas como o Fundo de Segurança Cibernética. Além disso, exploraram-se parcerias com a CPLP para criar uma plataforma lusófona de partilha de inteligência cibernética. A participação moçambicana foi elogiada pela importância estratégica no fortalecimento da capacidade nacional de resposta a incidentes cibernéticos e na consolidação de parcerias globais para um ciberespaço mais seguro. A adesão à FIRST está em avaliação, o que potenciará o acesso a redes globais de confiança e programas de capacitação avançados.
Moçambique reforça presença internacional na área da segurança cibernética
Moçambique participou na 38.ª Conferência Anual da FIRST (Forum of Incident Response and Security Teams), o maior evento mundial dedicado à resposta a incidentes de segurança cibernética, realizado em Denver, nos Estados Unidos da América. A delegação moçambicana foi composta por representantes do Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação (INTIC) e do Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique (INCM), nomeadamente o Eng.º Sérgio Guivala, Coordenador do nCSIRT.mz, e Kledson Capece, técnico do nCSIRT.mz. Durante o evento, os participantes acompanharam debates sobre inteligência artificial aplicada à cibersegurança, protecção de infra-estruturas críticas e fortalecimento das capacidades nacionais de resposta a incidentes.
Um dos principais destaques da participação moçambicana foi a intervenção do Eng.º Sérgio Guivala como painelista numa sessão dedicada à operação de Equipas de Resposta a Incidentes de Segurança Informática (CSIRTs) em contextos de recursos limitados. Na ocasião, partilhou a experiência de Moçambique ao lado de especialistas do Banco Mundial, da FIRST e de vários países africanos, contribuindo para a discussão de boas práticas na gestão e resposta a incidentes cibernéticos.
Durante a sua apresentação, Guivala destacou os avanços alcançados pelo país com a aprovação da Lei de Segurança Cibernética e da Lei de Crimes Cibernéticos, instrumentos que estabeleceram um quadro legal moderno para a prevenção e combate ao cibercrime. Referiu igualmente a criação do Fundo de Segurança Cibernética, do Conselho Nacional de Segurança Cibernética e do Sistema Nacional de Segurança Cibernética, estrutura que integra o nCSIRT.mz e os CSIRTs sectoriais e institucionais.


À margem da conferência, a delegação moçambicana participou em encontros com representantes de países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), com vista à criação de uma plataforma lusófona de partilha de inteligência cibernética no âmbito da rede FIRST. Foram igualmente exploradas oportunidades de cooperação internacional para promover a participação feminina na área da cibersegurança, no contexto da iniciativa Women on Cyber Mozambique, cujo lançamento está previsto para Novembro de 2026.
Na ocasião, o Coordenador do nCSIRT.mz, Eng.º Sérgio Guivala, destacou a relevância estratégica da participação do país no maior fórum mundial de resposta a incidentes de segurança cibernética. “A participação de Moçambique na Conferência Anual da FIRST representa uma oportunidade estratégica para fortalecer a nossa capacidade nacional de prevenção e resposta a incidentes de segurança cibernética. Além de permitir a partilha de experiências com especialistas de todo o mundo, esta presença reforça o posicionamento do país no ecossistema global de cibersegurança e contribui para a consolidação de parcerias essenciais para o desenvolvimento de um ciberespaço mais seguro e resiliente”, afirmou.
A participação de Moçambique reveste-se de particular importância numa fase em que o nCSIRT.mz se encontra em processo de avaliação para adesão formal à FIRST. A integração nesta organização internacional permitirá ao país aceder a redes globais de confiança, mecanismos de partilha de informação sobre ameaças cibernéticas e programas avançados de capacitação, reforçando a resiliência digital nacional e a cooperação internacional em matéria de segurança cibernética.
Fonte: INTC






