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Sunday, February 15, 2026
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Moçambola no modelo tradicional custa cerca de 2 milhões de Dólares valor este caso a LAM não aplique tarifas bonificadas

A realização do Campeonato Nacional de Futebol – Moçambola no modelo tradicional, ou seja, com 14 equipas jogando no sistema de todos-contra-todos em duas voltas tem um custo de cerca de 2 milhões de dólares americanos (cerca de 130 milhões de Meticais), segundo estimativas efectuadas pelo LanceMZ, tendo como base os dados contidos no Plano de Actividades e Orçamento para temporada de 2025. Deste custo grande parte é destinado ao transporte aéreo e é este elevado peso financeiro que a Liga Moçambicana de Futebol procura contornar, ao estudar modelos alternativos, um dos quais indica a realização da prova por regiões.

 

Por Alfredo Júnior

 

Para apoiar na análise dos custos da prova, olhamos para o que foi o orçamento das duas anteriores edições, particularmente no que se refere ao transporte aéreo que consome o maior bolo no orçamento da prova.  

 

Na temporada 2024 a LMF utilizou cerca de 3392 passagens aéreas, sendo que o consumo efectivo de passagens contratadas situou-se no valor de 62.374.360,00 Meticais (62 milhões, trezentos e setenta e quatro mil e trezentos e sessenta meticais). Para o Moçambola 2025, de acordo com o plano que temos vindo a citar a factura do transporte esteve situada na casa dos 116.262.270,00 Meticais (cento e dezasseis mil, duzentos e sessenta dois mil e duzentos e setenta Meticais) para a realização de todas jornadas da prova, o que elevou de sobremaneira o orçamento para a época passada que não chegou ao fim.

 

Segundo o Plano de Actividades para 2025 apresentado na altura a factura do transporte aéreo aumentou em mais de 50 milhões de Meticais, quando comparado com a do ano anterior, sendo que o fim dos preços bonificados esteve na origem desta subida vertiginosa do custo do transporte aéreo das caravanas do Moçambola. Vale lembrar que para este ano, a LAM projecta a redução dos custos das passagens aéreas, ajustando-as à realidade do país.

 

PAGOU VIAJOU TRAMOU LMF

 

Por outro lado, o facto de a nova gestão da companhia aérea de bandeira nacional ter passado a exigir o pagamento prévio para a emissão de passagens, obrigou com que a LMF procurasse dinheiro para suprir essa despesa, o que motivou a várias paragens da prova, com destaque para a registada à passagem da sexta jornada da competição. Na ocasião, a Direcção Executiva da LMF anunciou serem necessários cerca de 100 milhões de Meticais (cerca de 1.5 milhões de Dólares americanos) para a conclusão da prova.

 

Depois de várias intervenções algumas das quais de índole político, a LMF conseguiu angariar alguns apoios financeiros, destacando-se os 65 milhões de Meticais (um milhão de dólares americanos) anunciados pelo Presidente da República, Daniel Chapo, como um patrocínio da Cervejas de Moçambique, por forma a suprir as necessidades em transporte aéreo das equipas do Moçambola.

 

 Como foi amplamente divulgado, apesar desta injecção financeira o Moçambola 2025 acabou por ter um défice de cerca de 25 milhões de Meticais, o que levou a não conclusão da prova, faltando cerca de três jornadas e mais alguns jogos por disputar.

 

CENÁRIO QUE A LMF PRETENDE EVITAR

 

É este cenário financeiro que a Liga Moçambicana de Futebol pretende evitar para o Campeonato Nacional do presente ano, daí que o esforço que tem vindo a desenvolver é no sentido de encontrar um modelo competitivo menos oneroso, sobretudo no que diz respeito ao transporte aéreo das caravanas do Moçambola.

 

Fontes ouvidas pelo LanceMZ comentaram no sentido que indica que a LMF “está à procura do caminho mais fácil para resolver o imbróglio do Moçambola que passa por definir um modelo menos oneroso, ao invés de uma acção de marketing robusta que possa garantir os cerca de 2 milhões de dólares americanos necessários para manter o modelo que garanta maior competitividade para a prova nacional”.

 

FALTA DE PLANO ESTRATÉGICO DE MARKETING

 

Outros entendedores de marketing desportivo consultados pelo LanceMZ opinaram no sentido de que a busca de um modelo diferente é reflexo da falta de um plano estratégico de marketing que possibilite encontrar financiamento que cubra as necessidades para a realização de um Moçambola no modelo tradicional.

 

“Com um plano estratégico de marketing pode-se ir ao mercado à busca de patrocinadores robustos que possam cobrir as necessidades da prova em troca de uma boa campanha de activação das suas marcas e outras acções publicitárias usando a força da modalidade, tendo em conta que o futebol movimenta massas que afluem aos recintos desportivos, bem como atrai a atenção de telespectadores que acompanham os jogos através das transmissões televisivas”, disse o especialista em marketing consultado pelo LanceMZ.  

 

Nos próximos dias, a Comissão Conjunta criada pela FMF e pela LMF terá que apresentar o modelo para o Moçambola 2026, sendo que o tempo urge tendo em conta que no calendário para a presente temporada foi definida a data de 14 de Março para o arranque do Campeonato Nacional de Futebol para o presente ano. (LANCEMZ)

Fonte: Lance

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