Resumo
A Chéquia entrou forte no jogo contra a África do Sul, marcando cedo e parecendo encaminhar-se para uma vitória fácil. No entanto, ao baixar a pressão, permitiu à África do Sul crescer e empatar o jogo com um golo de grande penalidade. A seleção africana, com poucos remates à baliza, conseguiu sonhar com a qualificação, enquanto a Chéquia complicou as suas contas. O destaque foi para Mokoena, que marcou o golo do empate. A Chéquia, à semelhança de Portugal, começou bem mas acabou por pagar por recuar e permitir oportunidades ao adversário. A África do Sul mantém a esperança de se qualificar, mas terá que vencer o próximo jogo.
Nas bancadas do Estádio de Atlanta, Siphiwe Tshabalala - herói sul-africano do Mundial 2010 - assistia com um olhar atento à performance do seu país, que voltou a demonstrar bastantes debilidades defensivas.
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Aos dois minutos a Chéquia mostrou ao que vinha. Patrick Schick apareceu solto no segundo poste e atirou de cabeça para o primeiro aviso do jogo. Num ritmo alucinante e uma pressão que incomodava a África do Sul, o primeiro golo chegou com relativa facilidade. Hlozek ganhou a linha de fundo, passou para Sojka e este deixou para Sadilek atirar para o primeiro do jogo.
Quem viu os primeiros dez minutos da partida ficou com a impressão que o único desfecho era um: uma goleada do conjunto europeu. No entanto, e um pouco à imagem do que aconteceu no jogo de Portugal diante da RD Congo, a Chéquia baixou as linhas de pressão e jogou à espera do erro do conjunto africano. Postura que viria a custar uma vitória que parecia fácil.
Com mais liberdade para sair a jogar, a África do Sul conseguiu definir com mais critério, mas - salvo alguns cruzamentos - continuava com dificuldades em criar perigo junto da baliza defendida por Kovar. Os tempos de Benny McCarthy já vão longe…
Foi preciso esperar pelos últimos minutos da primeira parte para o conjunto africano chegar com real perigo à baliza checa. Depois de um cruzamento vindo do corredor esquerdo, Kovar deixou a bola perdida no miolo, mas ninguém foi capaz de atirar para o empate. Em 45 minutos, os homens de Hugo Henri Broos não somaram qualquer remate enquadrado com a baliza.
No regresso dos balneários, a toada do jogo manteve-se fiel ao final do primeiro tempo: a Chéquia ficava expectante e procurava ampliar a vantagem através do contra-ataque, enquanto a África do Sul, com poucos argumentos para chegar à baliza, usava e abusava do remate de longe. No entanto, a pontaria não era a melhor.
O aproximar do apito final obrigou à seleção africana arriscar mais na busca do ponto que, embora difícil, permitia sonhar com a qualificação. Ao minuto 83 surgiu a tão esperada oportunidade de golo da África do Sul. Maseko ganhou espaço e rematou contra o braço de Sulc. Sem grande margem para dúvidas, a árbitra do encontro apontou para a marca de grande penalidade. Mokoena não desperdiçou e repôs a igualdade no marcador, no primeiro remate enquadrado dos homens de Hugo Broos.
Nos minutos finais, os papéis inverteram-se e foi a África do Sul a terminar por cima do encontro, mas, lá está, faltou o critério que se exige numa fase final de um Campeonato do Mundo.
Quanto à Chéquia, possivelmente inspirada pela exibição lusa, complicou as contas do apuramento e vê-se obrigada a vencer o México. Do outro lado, a África do Sul terá de vencer a Coreia do Sul, mas a missão também se antevê difícil.
Embora ninguém tenha estado em especial evidência, o destaque vai para Mokoena. O médio Mamelodi Sundowns cumpriu o seu papel no meio-campo e quando foi chamado à conversão da grande penalidade não tremeu. Um ponto que permite à África do Sul sonhar com o apuramento.
Uma quase fotocópia perfeita da estreia de Portugal no Mundial 2026, a Chéquia entrou forte no encontro e chegou cedo à vantagem. Depois disso, decidiu recuar e jogar à espera do erro do adversário. Deixou a África do Sul sonhar, aproximar-se da baliza e acabou por pagar caro.
Fonte: TVI






