Resumo
O jogo entre França e Iraque no Mundial de seleções teve uma duração de quase 4 horas, sendo o segundo mais longo da competição. A França venceu a seleção iraquiana com destaque para Mbappé, que marcou dois golos. O jogo foi interrompido devido a condições meteorológicas adversas, com uma suspensão de duas horas. Mbappé marcou o primeiro golo aos 14 minutos e o segundo aos 54 minutos, aproveitando uma falha da defesa iraquiana. A partida foi retomada após a tempestade e a França confirmou a sua superioridade. O jogo foi marcado por um domínio claro da França, com destaque para a atuação de Manu Koné e a homenagem a Zinedine Zidane com a presença de Zidane Iqbal na equipa iraquiana.
Dizem que um raio não cai duas vezes no mesmo sítio. Pois bem, o primeiro duelo do Mundial a ser interrompido por condições meteorológicas adversas aconteceu em Filadélfia; o Benfica teve o jogo mais longo do Mundial de Clubes em Charlotte.
E este último duelo (será que podemos chamá-lo assim?) acabou num triunfo a dois tempos dos gauleses sobre a mediana seleção iraquiana. Kylian Mbappé foi figura, entrando para a história dos Mundiais, com Ousmane Dembélé e Michael Olise a causarem estragos, como um trio de mosqueteiros. Rápidos, pareciam raios... e coriscos.
RECORDE O FILME DO JOGO.
A primeira parte teve um domínio da França consentido pelo Iraque. Os asiáticos entendiam que não tinham armas para olhar de frente a seleção gaulesa e, por isso, raramente passavam a linha do meio-campo. Até mesmo nos pontapés de baliza a preocupação dos asiáticos era não desposicionar a defesa - batiam curto e depois sim, bola na frente.
Deschamps apostou em Manu Koné (Roma), Bradley Barcola (PSG) e Lucas Digne (Aston Villa) de início, numa ligeira rotação frente a um adversário inferior. Já o selecionador Graham Arnold apostou, de forma curiosa, em Zidane Iqbal no onze. Sim, leu bem: este jogador é assim chamado em homenagem de Zinedine Zidane, antigo futebolista francês.
França dominava e recuperava prontamente a bola, normalmente por Manu Koné, que deu boa conta de si nesta oportunidade concedida pelo selecionador. Mbappé, que cumpria a centésima internacionalização aos 27 anos, parecia inspirado. E confirmou perante todo o mundo essa sensação aos 14 minutos. Desferiu um remate de pé esquerdo fortíssimo, que Basil não conseguiu travar, apesar de ainda ter tocado no esférico.
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Até ao final da primeira parte, a França teve mais de competente do que de brilhante. Talvez tenha sido um prenúncio do que veio a acontecer ao intervalo – a suspensão da partida devido à passagem de uma tempestade. Choveu com intensidade, registaram-se alguns relâmpagos, e a organização da FIFA não perdoou. Adeptos e jogadores recolheram aos abrigos.
O jogo esteve parado durante duas horas – foi interrompido pelas 23h e reatou pelas 01h00 de terça-feira. Lá voltou quando a tempestade passou e Kylian Mbappé voltou a fazer das suas. Não perdoou, aos 54m, quando a defesa do Iraque concedeu uma enorme fífia num pontapé de baliza.
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Desentendimento entre guarda-redes e defesa-central, Dembélé intercetou e entrou ao sortudo Mbappé, que igualou Klose na lista de melhores marcadores em Mundiais. Isto, no mesmo dia em que Messi ultrapassou o alemão (18 golos). Em 16 golos, o implacável Mbappé marcou 16 golos em Mundiais, aos 27 anos. Faz história à velocidade de um relâmpago.
Outro erro da defensiva iraquiana resultou no 3-0, desta vez sem participação de Mbappé. Perda de bola na fase de construção, com Olise a desmarcar em profundidade Dembélé, que tirou a barriga de misérias e marcou o primeiro no Mundial 2026. Grande receção e golo de pé direito.
Deschamps ainda operou uma série de mudanças, dando minutos a jogadores como Chérki, Doué ou Akliouche. Grandes estrelas reservadas ao banco de suplentes. França segue em frente para os dezasseis avos de final com tranquilidade. Já o Iraque confirma as expectativas – eliminação na fase de grupos.
Agora, só tem pela frente Lionel Messi na tabela de melhores marcadores em Mundiais. E tem uma grande vantagem – o tempo. Aos 27 anos, o capitão da seleção francesa chegou ao 16.º golo em 16 jogos na competição através de um bis ao Iraque. O argentino, seu ex-colega de equipa, somou o 18.º esta segunda-feira. Esta competição é talhada para o avançado do Real Madrid.
Quando o resultado ainda estava em aberto e ainda antes da paragem por mau tempo, foi o capitão gaulês que indicou o caminho da vitória com um remate de pé esquerdo forte e certeiro. Uma técnica semelhante à Cristiano Ronaldo, o ídolo de Mbappé. Ahmed Basil, o guardião, ainda tocou ligeiramente na bola. Porém, o golo estava destinado.
Fonte: TVI


