InícioRevistaInternacionalMundial 2026: França-Iraque, 3-0 (crónica)

Mundial 2026: França-Iraque, 3-0 (crónica)

Resumo

O jogo entre França e Iraque no Mundial de seleções teve uma duração de quase 4 horas, sendo o segundo mais longo da competição. A França venceu a seleção iraquiana com destaque para Mbappé, que marcou dois golos. O jogo foi interrompido devido a condições meteorológicas adversas, com uma suspensão de duas horas. Mbappé marcou o primeiro golo aos 14 minutos e o segundo aos 54 minutos, aproveitando uma falha da defesa iraquiana. A partida foi retomada após a tempestade e a França confirmou a sua superioridade. O jogo foi marcado por um domínio claro da França, com destaque para a atuação de Manu Koné e a homenagem a Zinedine Zidane com a presença de Zidane Iqbal na equipa iraquiana.

Ao fim de 42 jogos, foi acionado o tão temido protocolo – o França-Iraque da noite desta segunda-feira teve praticamente 4 horas. Não chegou às 5 horas do Benfica-Chelsea do Mundial de Clubes (esse duelo teve prolongamento), mas satisfez os críticos da organização deste Mundial de seleções.

Dizem que um raio não cai duas vezes no mesmo sítio. Pois bem, o primeiro duelo do Mundial a ser interrompido por condições meteorológicas adversas aconteceu em Filadélfia; o Benfica teve o jogo mais longo do Mundial de Clubes em Charlotte.

E este último duelo (será que podemos chamá-lo assim?) acabou num triunfo a dois tempos dos gauleses sobre a mediana seleção iraquiana. Kylian Mbappé foi figura, entrando para a história dos Mundiais, com Ousmane Dembélé e Michael Olise a causarem estragos, como um trio de mosqueteiros. Rápidos, pareciam raios... e coriscos.

RECORDE O FILME DO JOGO.

A primeira parte teve um domínio da França consentido pelo Iraque. Os asiáticos entendiam que não tinham armas para olhar de frente a seleção gaulesa e, por isso, raramente passavam a linha do meio-campo. Até mesmo nos pontapés de baliza a preocupação dos asiáticos era não desposicionar a defesa - batiam curto e depois sim, bola na frente.

Deschamps apostou em Manu Koné (Roma), Bradley Barcola (PSG) e Lucas Digne (Aston Villa) de início, numa ligeira rotação frente a um adversário inferior. Já o selecionador Graham Arnold apostou, de forma curiosa, em Zidane Iqbal no onze. Sim, leu bem: este jogador é assim chamado em homenagem de Zinedine Zidane, antigo futebolista francês.

França dominava e recuperava prontamente a bola, normalmente por Manu Koné, que deu boa conta de si nesta oportunidade concedida pelo selecionador. Mbappé, que cumpria a centésima internacionalização aos 27 anos, parecia inspirado. E confirmou perante todo o mundo essa sensação aos 14 minutos. Desferiu um remate de pé esquerdo fortíssimo, que Basil não conseguiu travar, apesar de ainda ter tocado no esférico.

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Até ao final da primeira parte, a França teve mais de competente do que de brilhante. Talvez tenha sido um prenúncio do que veio a acontecer ao intervalo – a suspensão da partida devido à passagem de uma tempestade. Choveu com intensidade, registaram-se alguns relâmpagos, e a organização da FIFA não perdoou. Adeptos e jogadores recolheram aos abrigos.

O jogo esteve parado durante duas horas – foi interrompido pelas 23h e reatou pelas 01h00 de terça-feira. Lá voltou quando a tempestade passou e Kylian Mbappé voltou a fazer das suas. Não perdoou, aos 54m, quando a defesa do Iraque concedeu uma enorme fífia num pontapé de baliza.

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Desentendimento entre guarda-redes e defesa-central, Dembélé intercetou e entrou ao sortudo Mbappé, que igualou Klose na lista de melhores marcadores em Mundiais. Isto, no mesmo dia em que Messi ultrapassou o alemão (18 golos). Em 16 golos, o implacável Mbappé marcou 16 golos em Mundiais, aos 27 anos. Faz história à velocidade de um relâmpago.

Outro erro da defensiva iraquiana resultou no 3-0, desta vez sem participação de Mbappé. Perda de bola na fase de construção, com Olise a desmarcar em profundidade Dembélé, que tirou a barriga de misérias e marcou o primeiro no Mundial 2026. Grande receção e golo de pé direito.

Deschamps ainda operou uma série de mudanças, dando minutos a jogadores como Chérki, Doué ou Akliouche. Grandes estrelas reservadas ao banco de suplentes. França segue em frente para os dezasseis avos de final com tranquilidade. Já o Iraque confirma as expectativas – eliminação na fase de grupos.

Agora, só tem pela frente Lionel Messi na tabela de melhores marcadores em Mundiais. E tem uma grande vantagem – o tempo. Aos 27 anos, o capitão da seleção francesa chegou ao 16.º golo em 16 jogos na competição através de um bis ao Iraque. O argentino, seu ex-colega de equipa, somou o 18.º esta segunda-feira. Esta competição é talhada para o avançado do Real Madrid.

Quando o resultado ainda estava em aberto e ainda antes da paragem por mau tempo, foi o capitão gaulês que indicou o caminho da vitória com um remate de pé esquerdo forte e certeiro. Uma técnica semelhante à Cristiano Ronaldo, o ídolo de Mbappé. Ahmed Basil, o guardião, ainda tocou ligeiramente na bola. Porém, o golo estava destinado.

 

Fonte: TVI

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