InícioRevistaInternacionalMundial 2026: Marrocos-Haiti, 4-2 (crónica)

Mundial 2026: Marrocos-Haiti, 4-2 (crónica)

Não será caso único, muito menos o último: todos nós que vivemos e vemos futebol, conheceremos casos vários de equipas que assumem aquela ligeira – mas fatal – vertigem de entrar em campo com laivos de superioridade.

Seja pelo contexto, seja pela alegada falta de qualidade que vislumbram nos outros 11 que enfrentam naqueles 90 minutos, seja por escassa humildade, o resultado costuma ser sempre o mesmo: quem entra da cabeça demasiada levantada, tem de a baixar e sofrer mais do que pensaria.  

Não restam dúvidas de que Marrocos é uma seleção a ter conta neste Mundial - o jogo inaugural com o Brasil provou a qualidade; a vitória, ainda que sofrida, frente à Escócia confirmou-a e hoje, frente ao Haiti, os africanos sabiam que teriam, na teoria, o jogo mais fácil do grupo.

Só que, na prática, do outro lado, ainda que já eliminados, estavam 11 bravos jogadores haitianos que queriam fazer história. E estiveram a minutos de pontuar, pela primeira vez, num Mundial de futebol.

Com várias alterações – nomes como Mazrouai ou Ounahi ficaram no banco -, os marroquinos entraram com mais bola, como era esperado, mas sem jogar um futebol muito atrativo. Hakimi dava largura pela direita, mas, à esquerda, faltava Mazrouai.

Marrocos conseguia atacar, mas sem furar o bloco defensivo muito bem organizado do Haiti que, na próxima aproximação à baliza, até marcou.

Corria o minuto 10 quando Joseph chegou à área, fez um desvio de calcanhar, a bola ainda bateu em Bounou e o marcador mexeu. Foi o primeiro golo do Haiti neste Mundial – mesmo que a FIFA o tenha atribuído ao guarda-redes de Marrocos, na própria baliza.

Os africanos, terceiros classificados no último Campeonato do Mundo, apenas empatariam ao minuto 39, por intermédio de Hakimi, mas o jogo entraria numa montanha-russa até ao intervalo.

Isidor, aos 43m, apontou quiçá o golo do Mundial até agora, num remate a uns bons 25 metros da baliza, ao ângulo sem hipóteses para Bounou – e o tanto que ele se esticou.

Saibari não quis ficar atrás e, antes do intervalo, empatou para os marroquinos.

A segunda parte prometia e mostrou Marrocos com vontade de alcançar a reviravolta. O guarda-redes Placide foi-a adiando, com um par de defesas, mas nada pôde fazer quando o recém-entrado Rahimi aproveitou uma bola perdida dentro da área para, à meia-volta, colocar Marrocos pela primeira vez em vantagem.

O mais difícil estava alcançado e Yassine, ao minuto 90, com o quarto dos marroquinos, apenas o confirmou.

A equipa africana espera agora pelo primeiro classificado do grupo F para saber o opositor nos dezasseis-avos do Mundial.

Quanto ao Haiti, volta a Port-au-Prince com o sentimento de que esteve a minutos de fazer história. E talvez a tivesse mesmo merecido.

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O capitão de Marrocos mostrou o porquê de ser um dos jogadores mais importantes do país. Foi dele o primeiro golo da seleção africana; foi dele também a assistência para outro dos tentos com que Marrocos venceu hoje. Esteve sempre muito envolvido na manobra atacante, mas também demonstrou solidez a defender.

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É um dos golos do Mundial até agora. Jogava-se o minuto 43 quando Isidor se encheu de fé e, ainda muito longe da baliza, arriscou num pontapé forte: a bola ganhou não só força, como altura, e entrou no ângulo da baliza de Marrocos, sem chances de defesa. Foi, na altura, o 1-2 para um Haiti que perdeu por 4-2, mas deixou uma última boa imagem.

 

Fonte: TVI

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