Resumo
O México venceu o Equador por 2-0 no Estádio Azteca, garantindo assim um lugar nos oitavos de final do Mundial 2026. Com golos de Julián Quiñones e Raúl Jiménez, a equipa mexicana mantém-se invicta e sem sofrer golos no torneio, destacando-se como uma das melhores defesas da competição. O jogo ficou marcado pela expulsão de Piero Hincapié nos instantes finais, devido à "lei Prestianni". Julián Quiñones foi a figura do jogo, marcando um golo e fazendo uma assistência. Com esta vitória, o México segue em frente no Mundial, demonstrando um desempenho notável até ao momento, com quatro vitórias em quatro jogos e oito golos marcados.
E o Azteca continua a ser uma fortaleza. A fortaleza mexicana.
De 1970 a 2026, passando por 1986, o mítico estádio voltou a provar ser talismã para o México. Ao 10.º jogo que ali realizou em Mundiais, como anfitrião, continua sem derrotas e somou agora a oitava vitória: 2-0 ante um Equador que vinha de um grande triunfo no duelo com a Alemanha, mas que não foi capaz de contrariar a força maior de quem jogava em casa.
Uma vitória que vale o bilhete para os oitavos de final, onde a seleção treinada por Javier Aguirre espera por Inglaterra ou RD Congo.
Até agora, é bom dizer-se que é um percurso sem igual neste Mundial: quatro vitórias, oito golos marcados e nenhum sofrido. Depois dos nove pontos possíveis na fase de grupos (algo que só Argentina e França tinham também conseguido), os mexicanos seguem invictos e sem sofrer qualquer golo, registo defensivo que só a Espanha também tem na prova.
Para o desfecho feliz contribuíram dois golos, ambos na primeira parte, um de Julián Quiñones e outro do antigo avançado do Benfica, Raúl Jiménez.
Com Johan Vásquez, Jesús Gallardo, Erik Lira e Raúl Jiménez de volta ao onze inicial, perante um Equador sem mudanças face ao jogo com os alemães, a seleção da casa entrou forte no jogo e, entre várias aproximações, deixou um aviso sério numa perdida de Jiménez, após cruzamento de Luis Romo.
Embora John Yeboah tenha protagonizado, para o Equador, a melhor ocasião com um remate ao poste aos 18 minutos, o andamento do jogo não encontrou surpresa no 1-0 do México, apontado por Julián Quiñones, de pé direito (22m), depois de lançado, ainda antes do meio-campo, por um passe de Roberto Alvarado. E o 2-0, embora já sem total domínio dos mexicanos, não demorou a surgir e reforçava a vantagem de quem estava globalmente melhor em campo: Joel Ordoñez fez um mau passe em zona recuada, Raúl Jiménez ficou com a bola, combinou com Quiñones e atirou a contar, de pé direito (31m).
A história do marcador ficaria por aqui, embora Yeboah, o mais inconformado dos equatorianos, tenha ficado perto do 2-1 antes do intervalo: valeu a grande defesa de Rangel: que voo, a duas mãos!
A segunda parte teve suficiente controlo por parte dos mexicanos, que até estiveram mais perto de novo golo do que propriamente de sofrer. Exemplo disso foi a grande defesa de Galíndez, a negar o 3-0 de cabeça a César Montes. Sebastián Beccacece bem tentou mudar o jogo a partir do banco, mas o México fechou a porta a qualquer surpresa final e segue em frente, num jogo marcado, nos instantes finais, pela expulsão de Piero Hincapié, pela «lei Prestianni».
FIGURA: Julián Quiñones
O atacante de 29 anos do Al-Qadisiah foi decisivo no jogo dos 16 avos de final, ao inaugurar o marcador, fazendo depois a assistência para o 2-0. Saiu muito aplaudido na segunda parte. Fez o seu terceiro golo no Mundial 2026, o quinto pela seleção à 26.ª internacionalização.
MOMENTO: «lei Prestianni» de novo em ação
O México já tinha o apuramento praticamente fechado quando, no quinto de sete minutos de compensação, Piero Hincapié foi expulso com cartão vermelho direto, depois de o árbitro Slavko Vincic ver as imagens do VAR, por tapar a boca para falar, junto a Santiago Giménez. De recordar que o paraguaio Miguel Almirón já tinha sido expulso no jogo ante a Turquia, da fase de grupos, pelo mesmo motivo.
Fonte: TVI




