Resumo
A França vence o Senegal por 3-1 no Campeonato do Mundo, com destaque para Kylian Mbappé que marcou dois golos, tornando-se o melhor marcador da história da seleção francesa. O jogo foi disputado em Nova Iorque, com os Leões de Teranga a oferecerem resistência na primeira parte. Ambas as equipas apresentaram ataques fortes, com jogadores senegaleses com formação em França. A França controlou o jogo, adaptando-se às altas temperaturas, enquanto o Senegal apostava num jogo mais direto e explosivo. Apesar de algumas oportunidades, o Senegal não conseguiu concretizar, com destaque para um remate ao poste de Nicolas Jackson. A França manteve a posse de bola, mas teve dificuldades em criar oportunidades claras de golo, num jogo marcado pelo equilíbrio tático entre as equipas.
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Grande ambiente no Estádio East Rutherforf, o palco onde todas as equipas vão querer estar dentro de um mês, onde se vai definir o novo campeão do mundo, com os adeptos dos Leões de Teranga a darem muita cor às bancadas. Didier Deschamps não inventou e apostou no onze mais expetável, com um ataque de respeito, com Dembélé, Doué e Olise no apoio direto a Kylian Mbappé. Mas do outro lado estava uma seleção africana em que praticamente todos os jogadores andaram na mesma «escola» dos franceses.
Oito jogadores do Senegal representaram mesmo a França em vários escalões da formação antes de optarem pelo país de origem, outros começaram nas academias de Dakar, geridas por treinadores franceses e quase todos jogam nas grandes ligas europeias, a maior parte em França, mas também em Inglaterra e Alemanha. Uma seleção africana, mas com princípios de jogo bem europeus, também com um ataque de respeito, com Sadio Mané (Al Hilal), Nicolas Jackson (Bayern Munique) e Ismaila Sarr (Crystal Palace).
A França, que esteve nas duas últimas finais - ganhou em 2018, na Rússia, e perdeu diante da Argentina, em 2022, no Qatar – procurou, desde logo, assumir as rédeas do jogo, com mais posse de bola, mas com toda a paciência do mundo, a jogar de pé para pé, sem pressa de chegar à baliza de Edouard Mendy. Do outro lado, um Senegal bem mais explosivo, ora evoluindo pelos corredores, em rápidas tabelinhas, ora apostando num futebol mais direto, com passes longos a explorar a velocidade do tridente da frente.
Uma França claramente a poupar baterias, face às elevadas temperaturas que se faziam sentir e, ao mesmo tempo, a procurar desgastar o adversário, circulando a bola de uma ala à outra, mas sem conseguir grande profundidade, tirando uma ou outra arrancada de Koundé que, sobre o flanco direito, combinava bem com Dembélé. O Senegal, por seu lado, colocava muita gente no corredor central e procurava sair a jogar com um ataque imediato à profundidade. Ismaila Sarr já tinha ensaiado duas ou três arrancadas quando, aos 26 minutos, Mbappé perde uma bola e Nicolas Jackson arranca a todo o gás pela esquerda e, pressionado por Upamecano, remata para o primeiro poste, com a bola a ir ao ferro e bater nas pernas de Maignan sem entrar. Um enorme calafrio para a seleção francesa.
A verdade é que a França não mudou, continuou a jogar da mesma forma, com muita posse de bola, mas depois com um futebol demasiado previsível no último terço e voltou a passar por novo calafrio, já em tempo de compensação, quando Ismaila Sarr apanhou uma bola a saltitar junto à marca de penálti, mas atitou por cima da trave. O intervalo chegou com a França com mais posse de bola, mas a verdade é que as duas únicas oportunidades de golo eram do Senegal.
Adivinhavam-se mudanças na seleção francesa, mas Didier Deschamps limitou-se a inverter as posições de Dembélé e Olise. Uma mudança subtil, mas que acabou por trazer resultados quase imediatos, até porque a França regressou com um ritmo bem mais elevado. O Senegal ainda ensaiou novas transições, mas, desta vez, a França respondeu. Kylian Mbappé começou por pedir um penálti, por uma falta de Sadio Mané na área, mas o árbitro assinalou pontapé de canto e nem os alertas do VAR e a revisão das imagens levaram-no a mudar de ideias.
Mais dez minutos e a França chegou mesmo ao golo, desta vez sem equívocos. Um golo que nasce num passe espetacular de Olise que, depois de uma simulação, colocou a bola entre os centrais para a entrada de kylian Mbappé que, face à Saída de Mendy, atirou a contar. Um golo histórico, uma vez que permitiu ao avançado do Real Madrid chegar aos 57 golos e igualar a marca de Olivier Giroud, na lista dos melhores marcadores dos Bleus.
O Senegal até reagiu bem ao golo e Jackson chegou mesmo a marcar, logo a seguir, mas o avançado do Bayern estava claramente adiantado e não valeu. Não marcou o Senegal, voltou a marcar a França, aproveitando o desequilíbrio dos africanos, com Rabiot a lançar Barcola que, acabado de entrar no jogo, fez o 2-0 com um remate cruzado.
Marca Barcola e é o segundo dos franceses 🇫🇷#sporttvportugal #MUNDIALnaSPORTTV #MundialFIFA2026 #frança #betano pic.twitter.com/zJ6wwoOJOp
Parecia que estava feito, até porque a França continuava a controlar o jogo e o Senegal começava a dar sinais de desgaste, mas o jogo ainda animou no tempo de compensação. Animou porque Ibrahim Mbaye ainda reduziu a diferença, com um fabuloso remate.
Que golaço de Mbaye 🤯#sporttvportugal #MUNDIALnaSPORTTV #MundialFIFA2026 #senegal #betano pic.twitter.com/L5apK2YOJg
Um golo que deixou Didier Deschamps irritadíssimo, mas por pouco tempo, uma vez que Kylian Mbappé marcou logo a seguir, fixando o resultado final em 3-1, com o golo que o destaca, definitivamente, como o melhor marcador dos Bleus.
Kylian Mbappé foi para este Mundial determinado em fazer história e consegui-o logo no primeiro jogo, com dois golos que lhe permitem ultrapassar Olivier Giroud para tornar-se no melhor marcador da história dos Bleus. Foi o avançado do Real Madrid que abriu o marcador, já na segunda parte, após uma grande assistência de Olise. Mbappé, que pelo meio queixou-se, e com razão, de um penálti que ficou por assinalar, fechou depois o jogo com o terceiro golo da França e um grande golo por sinal. Mais uma vez a passe de Olise, o avançado ajeitou a bola e, fora da área, bateu Mendy com um pontapé fenomenal. Um Mbappé que, desta forma, entra, desde já, com apenas um jogo, para os anais do futebol francês.
Mas o que é isto, Mbappé 🤯
Ponto final parágrafo na partida entre a França e o Senegal 🤤#sporttvportugal #MUNDIALnaSPORTTV #MundialFIFA2026 #frança #betano pic.twitter.com/GZDClerqP2
É um lance para ver e rever. A França tinha sentido muitas dificuldades para criar oportunidades na primeira parte e, logo a abrir o segundo tempo, o jogador do Bayern mostrou como o futebol pode ser tão simples como eficaz. Simulou que ia colocar a bola em Dembélé, mas colocou-a entre os centrais, solicitando a entrada de Mbappé que atirou a contar para o primeiro golo do jogo. O jogador do Bayern está ainda na origem do terceiro golo da França, mas, nesse caso, o mérito é mais de Mbappé. Que pontapé!
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p lang="pt">Olise colocou olhos na bola e Mbappé fez o que melhor sabe 😍#sporttvportugal #MUNDIALnaSPORTTV #MundialFIFA2026 #frança #betano pic.twitter.com/DX5Qoe9xY6
Fonte: TVI






