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O erro que te faz pagar o Google Fotos todos os meses (e como corrigir )

Chega uma notificação: “O teu armazenamento está quase cheio.” Ignoras. Volta a chegar. Uma semana depois já não consegues receber emails, o Google Fotos deixou de guardar, e tu fazes a única coisa que a Google te sugere no ecrã, pagas. Tecnicamente, não estás a pagar o Google Fotos. Estás a pagar o Google One, a subscrição de armazenamento que serve o Fotos, o Drive e o Gmail ao mesmo tempo. Mas o que te empurrou para lá foram as fotografias, e é por isso que toda a gente diz “pago o Google Fotos”. Guarda essa distinção, porque é ela que te vai poupar dinheiro daqui a três minutos. E ficas a pagar. Todos os meses, durante anos, por um problema que se resolve numa tarde de domingo.

Isto é o que quase toda a gente acredita: “As minhas fotos estão seguras porque estão no Google Fotos.”

Não estão. Estão sincronizadas, que é uma coisa diferente.

Se apagares uma foto no telemóvel, ela desaparece da cloud. Se perderes o acesso à conta Google, password comprometida, conta suspensa, um cartão de crédito que expirou e a subscrição caiu, perdes o telemóvel e o backup ao mesmo tempo. Um único ponto de falha para vinte anos de memórias.

Um backup a sério vive noutro sítio, e não obedece ao que fazes no telemóvel.

Entretanto aqui está a parte que a maioria das pessoas nunca percebeu. Os 15 GB gratuitos de qualquer conta Google são partilhados entre o Gmail, o Google Drive e o Google Fotos.

Ou seja: os anexos de dez anos de emails, os PDF que alguém te enviou em 2016, os vídeos de WhatsApp que foram parar ao backup, está tudo a comer o espaço das tuas fotografias. Muita gente paga por armazenamento adicional quando o que tem cheio é a caixa de correio.

  1. Vê o que ocupa espaço, antes de mais nada. Vai a one.google.com/storage/management. A Google mostra-te ali, sem subscrição nenhuma, os emails com anexos grandes, os ficheiros pesados no Drive, as fotos desfocadas e as capturas de ecrã. É o passo que quase ninguém dá. Muitas contas libertam vários gigabytes só aqui.

  2. Desliga o backup do que não é teu. No Google Fotos, em Definições > Cópia de segurança > Fazer cópia de segurança das pastas do dispositivo, vê quantas pastas estão ligadas. Se tens o WhatsApp, o Telegram e as capturas de ecrã a subir automaticamente, estás a pagar cloud para guardar memes.

  3. Muda a qualidade de carregamento. Ainda nas definições de cópia de segurança, troca Qualidade original por Poupança de armazenamento. Comprime as fotos. Para o que a esmagadora maioria das pessoas faz com elas, ver no telemóvel, partilhar, a diferença é invisível. Só faz sentido manter a qualidade original se imprimes ou editas a sério.

  4. Faz a cópia local com o Google Takeout. Assim vai a takeout.google.com, seleciona apenas o Google Fotos, escolhe o formato .zip e um tamanho de ficheiro que o teu computador aguente. A Google prepara o arquivo e envia-te um link. Descarrega, e guarda numa pasta do PC e num disco externo.

Se tens muitos anos de fotos, isto pode demorar horas a preparar. Assim deixa a correr e vai fazer outra coisa.

  1. Só agora é que apagas. Com a cópia segura no disco, podes limpar a cloud com tranquilidade.

Uma cópia na cloud, uma cópia local. Nunca só uma das duas.

A cloud protege-te de perderes o telemóvel, de um incêndio, de um roubo. A cópia local protege-te de perderes a conta, de apagares por engano, de uma falha do serviço. São riscos diferentes e precisam de defesas diferentes.

Quanto ao Google One: à data de publicação, o plano de entrada de 100 GB anda pelos 1,99 € por mês, e há planos superiores agora integrados na oferta Google AI Pro. Os preços mudam com frequência — confirma sempre em one.google.com. Mas a pergunta certa não é qual o plano mais barato. É se precisas de algum.

Entretanto a Google está a preparar uma funcionalidade que automatiza a cópia local: o Quick Share no Windows passaria a guardar sozinho as fotos e vídeos do telemóvel no PC, por Wi-Fi, com ambos os dispositivos na mesma conta. Segundo uma análise ao código do Google Play Services divulgada pela Android Authority, os telemóveis Samsung poderão ficar de fora, pelo menos numa fase inicial.

Nada disto foi anunciado oficialmente pela Google, não há data conhecida, e a exclusão pode ser temporária. No entanto, se se confirmar, é uma má notícia em Portugal, a Samsung é a marca de telemóveis mais vendida no país.

Até lá, os cinco passos acima funcionam em qualquer telemóvel.

 

Fonte: Zero Zero

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