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Parlamento aprova por consenso leis de descentralização

Resumo

O Parlamento aprovou por consenso duas propostas de lei que regulam a governação descentralizada provincial, visando uma poupança anual de mais de 1,2 mil milhões de meticais e a extinção do Conselho dos Serviços de Representação do Estado. A revisão era aguardada devido a inconsistências e disfunções que prejudicavam a eficiência do Estado. O Presidente solicitou a urgente apreciação das propostas, que incluem ajustes nas funções do governador da província. Apesar do apoio geral, o Podemos e o MDM defendem a eliminação do secretário de Estado, previsto na Constituição. A revisão das leis promete benefícios financeiros significativos para o Estado.

O Parlamento aprovou hoje, por consenso, duas propostas de lei que regulam a governação descentralizada provincial. Trata-se de uma revisão que vai permitir ao Estado poupar mais de 1,2 mil milhões de meticais por ano, e que, entre outros, extingue o Conselho dos Serviços de Representação do Estado. 

A revisão das leis que regulam a governação descentralizada no país já era bastante esperada, depois de serem notadas inconsistências, disfunções e redundâncias institucionais que fragilizam a eficiência do Estado.

Há duas semanas, o Presidente da República, Daniel Chapo, solicitou à Assembleia da República a apreciação, com carácter de urgência, das propostas de lei de revisão dos instrumentos. 

A extinção do Conselho de Serviços de Representação de Estado, uma estrutura colegial que inclui vários serviços, é uma das medidas resultantes da adopção dos instrumentos, segundo explicou o ministro da Administração Estatal e Função Pública.

Falando aos deputados, durante a apreciação dos instrumentos, Impissa explicou que a revisão da lei 4/2019 ajusta as funções do governador da província.   

Depois da apreciação, as duas propostas de lei foram aprovadas por consenso. 

Para os deputados, a revisão vai trazer ganhos ao Estado. 

Mesmo a favor, o Podemos e o MDM dizem que a expectativa era de que fosse eliminada a figura do secretário de Estado, cuja existência é determinada pela Constituição da República. 

A revisão das propostas de lei vai também permitir poupar recursos do Estado, na ordem de 1,2 mil milhões de meticais por ano.

Fonte: O País

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