Resumo
A Sony está a planear usar Inteligência Artificial e Virtual Frame Interpolation (VFI) na PlayStation 6 para proporcionar jogabilidade a 4K e 120 FPS, mantendo os custos baixos. A empresa reconhece que os consumidores têm limites de preço e, por isso, optará por tecnologias que permitam uma experiência visual avançada sem custos exorbitantes. A PS6 também terá uma interface renovada e comandos de voz baseados em IA, com a possibilidade de estes recursos serem exclusivos de subscrições mais caras do PlayStation Plus. O lançamento está previsto para o final de 2027. A estratégia visa equilibrar inovação e custos, levantando a questão sobre a preferência dos utilizadores entre qualidade visual nativa e soluções tecnológicas mais acessíveis.
Aliás, vários especialistas voltaram a afirmar que os 1000€ é o novo “preço mínimo”. Mas, a Sony sabe que não é possível vender milhões de consolas com estes valores em cima da mesa. Por isso, que a gigante japonesa já tem um plano traçado nos bastidores.
Ou seja, segundo uma fuga de informação fresquinha avançada pelo conhecido canal Moore’s Law Is Dead, a grande arma da Sony para a PS6 não vai ser despejar hardware bruto e caríssimo para cima do problema. Em vez disso, vai apostar forte e feio em Inteligência Artificial e numa tecnologia chamada Virtual Frame Interpolation (VFI).
O objetivo? Entregar uma jogabilidade fluida a 4K e 120 FPS, mantendo os custos de produção o mais baixos possível.

A verdade nua e crua é que as consolas têm um teto máximo de preço que os consumidores toleram, e a Sony sabe perfeitamente disso.
Assim, numa reunião interna recente para delinear a estratégia da PS6, os engenheiros da marca deixaram bem claro que o hardware vai estar severamente limitado pelos custos de produção e pelas novas leis europeias de poupança de energia.
Por isso, em vez de tentarem enfiar um motor gráfico gigante que faria a consola custar mais de 1000€, a ideia passa por usar a evolução do PSSR (PlayStation Spectral Super Resolution) e esta nova tecnologia de VFI.
Na prática, a consola vai processar o jogo a uma resolução e fluidez nativas mais baixas e baratas, e a Inteligência Artificial trata de “inventar” o resto dos pixéis e dos frames para que a experiência final pareça uns brutais 4K a 120 FPS.
É o truque perfeito para dar o salto geracional que os donos da PS5 exigem, sem que a Sony perca rios de dinheiro na produção de cada consola.
Dito tudo isto, as novidades da PlayStation 6 não se vão ficar apenas pelo poder gráfico. A fuga de informação aponta para uma interface de utilizador completamente remodelada e para a introdução de comandos de voz avançados baseados em IA. Como a PS6 vai ter memória RAM mais do que suficiente, estes recursos podem correr localmente na consola sem depender da internet.
Contudo, há aqui um potencial balde de água fria… Discute-se nos bastidores a forte possibilidade de estas ferramentas de IA mais avançadas virem a ser exclusivas das subscrições mais caras do PlayStation Plus, como o Extra ou o Premium. Já sabemos como a Sony adora puxar os utilizadores para os planos mensais mais caros para engordar os lucros.
A boa notícia no meio disto tudo é que as previsões de lançamento mantêm-se firmes para o final de 2027, pelo que não deve faltar muito para começarmos a ver os primeiros detalhes oficiais.
No fim do dia, a engenharia de software vai ter de fazer os milagres que a carteira já não consegue pagar. Tu por aí, achas bem que a Sony use a IA para “aldrabar” a resolução e os frames? Especialmente se isso mantiver o preço da PS6 controlado, ou preferias poder bruto nativo custasse o que custasse?
Fonte: Zero Zero






