Resumo
Portugal atingiu 2,01% do PIB em despesas militares, ultrapassando a meta da NATO, afirmou o ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo. O investimento em Defesa no ano passado foi de 6,1 mil milhões de euros, com 4,1 mil milhões destinados ao Ministério da Defesa Nacional. Melo destacou o compromisso de Portugal em cumprir os objetivos da NATO, incluindo a formação de uma brigada média e capacidades antissubmarinas e de defesa aérea. O ministro realçou que os EUA estão a reduzir o seu apoio à NATO, enquanto o Canadá e aliados europeus aumentaram o investimento em Defesa. Este aumento reflete a preparação para assumir maior responsabilidade num contexto geopolítico em mudança.
“Estamos a dias de partir para a cimeira de Ancara [capital da Turquia] na bagagem levamos a certeza que Portugal atingiu e até superou o investimento na Defesa Nacional de 2% do PIB. Na verdade atingimos um valor agora confirmado pela NATO de 2,01%”, adiantou Nuno Melo, numa audição regimental na Assembleia da República.
Na sua intervenção inicial, Nuno Melo realçou que este valor foi atingido “apesar da revisão em alta por duas vezes do PIB” e afirmou que “Portugal pode agora orgulhar-se de dizer que cumpre os compromissos que assume”.
Mais adiante, numa resposta ao deputado do PS, Luís Dias, Nuno Melo especificou que Portugal investiu em Defesa no ano passado 6,1 mil milhões de euros.
Deste valor, 4,1 mil milhões estão afetos ao Ministério da Defesa Nacional, 1,16 mil milhões às Finanças, 266 milhões do Ministério da Administração Interna, 63 milhões do Ministério dos Negócios Estrangeiros, e 558 milhões afetos a “outros ministérios”.
O ministro realçou que, contudo, este objetivo dos 2% – que já foi fixado em 2014 pela NATO – é apenas um primeiro marco uma vez que na cimeira de Haia, no ano passado, os aliados comprometeram-se a atingir os 5%.
Nuno Melo afirmou que Portugal “continuará a cumprir seus compromissos com a NATO, nomeadamente no que tem a ver com a formação de uma brigada média, capacidades na luta de antissubmarina e defesa aérea”.
Numa nota geopolítica, Nuno Melo notou que os Estados Unidos da América (EUA) “estão a retrair em muitas das suas capacidades e apoio junto da NATO por razoes geopolíticas” e notou que, neste contexto, “o Canadá e aliados europeus aumentaram o seu investimento de 27% para perto de 40%”.
O governante apontou que este aumento de investimento demonstra “a preparação para um cenário em que os aliados” europeus e o Canadá terão que assumir maior uma responsabilidade.
Fonte: TVI


