InícioRevistaSociedadePresidente da SADC Lawyers’ Association defende advocacia mais activa no desenvolvimento regional

Presidente da SADC Lawyers’ Association defende advocacia mais activa no desenvolvimento regional

Resumo

Presidente da SADC Lawyers’ Association destaca importância da advocacia no desenvolvimento económico e na integração regional durante a 25.ª Conferência Anual em Maputo. Enfatiza a necessidade de instituições jurídicas fortes e segurança jurídica para a resiliência da África Austral. Destaca a proibição de exportação de matérias-primas minerais em Moçambique como oportunidade para impulsionar a industrialização, mas alerta para a revisão de contratos e harmonização de políticas na região. Expressa preocupação com conflitos na República Democrática do Congo, xenofobia na África do Sul e terrorismo em Cabo Delgado, defendendo maior cooperação regional em justiça e direitos humanos. Propõe reforço da independência da advocacia, harmonização legislativa, capacitação de jovens advogados, ética profissional e combate à corrupção, bem como a criação de mecanismos de intercâmbio jurídico e análise do impacto das políticas de exportação de recursos minerais.

O Presidente da SADC Lawyers’ Association (SADC-LA) defendeu, esta quinta-feira, em Maputo, um papel mais interventivo da advocacia na promoção do desenvolvimento económico e da integração regional, afirmando que a resiliência da África Austral depende de instituições jurídicas fortes e de maior segurança jurídica.

Falando na abertura da 25.ª Conferência Anual da SADC Lawyers’ Association, subordinada ao lema “Reforçar a Resiliência da Região da SADC nos Sectores da Agricultura, Energia e Indústria”, o dirigente afirmou que a advocacia deve contribuir para a criação de um ambiente favorável ao investimento, à industrialização e ao comércio regional.

Na sua intervenção, destacou que a recente decisão de Moçambique de proibir gradualmente a exportação de matérias-primas minerais não transformadas representa uma oportunidade para impulsionar a industrialização, mas advertiu para a necessidade de rever contratos de concessão, harmonizar políticas na região e prevenir litígios internacionais.

O Presidente da SADC-LA manifestou ainda preocupação com o conflito no leste da República Democrática do Congo, os actos de xenofobia na África do Sul e o terrorismo em Cabo Delgado, considerando que estes fenómenos representam desafios ao Estado de Direito e exigem maior cooperação regional em matéria de justiça e direitos humanos.

Entre as prioridades apontadas para a organização figuram o reforço da independência da advocacia, a harmonização legislativa entre os Estados-membros, a capacitação de jovens advogados em áreas estratégicas, a promoção da ética profissional e o combate à corrupção.

O responsável propôs igualmente a criação de mecanismos permanentes de intercâmbio jurídico entre os países da SADC, maior participação das mulheres e dos jovens nos órgãos da associação e a constituição de um grupo regional para analisar o impacto jurídico das políticas relativas à exportação de recursos minerais.

A 25.ª Conferência Anual da SADC Lawyers’ Association decorre em Maputo e reúne representantes das ordens e associações de advogados dos Estados-membros para debater o papel do Direito na promoção da resiliência económica e do desenvolvimento sustentável da região.

Fonte: O País

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