InícioNacionalSociedadeQuase 20 famílias continuam em centro de acomodação em Maputo

Quase 20 famílias continuam em centro de acomodação em Maputo

Resumo

Dezoito famílias, com cerca de 33 pessoas, permanecem num centro de acomodação em Maputo, enquanto outras já regressaram a casa. Alguns residentes vivem há três anos no local e solicitam reassentamento devido a inundações recorrentes. Após semanas numa escola convertida em abrigo, Oferta Salomão regressou a casa para encontrar danos, alagamentos e preocupações com a saúde dos filhos. Zulmira Muianga enfrentou uma situação semelhante. Com riscos de doenças hídricas, moradores de Guachene alternam entre casas e abrigos. Enquanto alguns voltam, outros não podem devido a inundações persistentes, pedindo realojamento em áreas seguras. Cerca de 33 famílias em Hulene B continuam deslocadas devido às inundações.

18 famílias, pouco mais de 33 pessoas, continuam em centro de acomodação na Cidade de Maputo, numa altura em que muitas outras já regressaram às suas casas. Algumas dessas pessoas vivem no local há três anos e pedem reassentamento.

Oferta Salomão passou algumas semanas acomodada na Escola Primária de Guachene, distrito municipal Katembe, na Cidade de Maputo, e há três semanas foi forçada a voltar à sua casa.

No regresso, Oferta encontrou a casa ainda com sinais de alagamento, electrodomésticos danificados, o chão ainda húmido e temia pela saúde dos seus dois filhos menores.

A casa de Zulmira Muianga também ainda tinha água quando teve de voltar.

Há três anos que os moradores do bairro Guachene vivem entre as suas casas e centros de acomodação. Quando chove, o risco de doenças hídricas também aumenta.

Enquanto uns regressam, há quem, há três anos, não usa o caminho para a sua casa, porque ainda está constantemente alagada.

Numa escolinha, 18 famílias improvisam quartos. São mais de 33 famílias residentes na zona baixa do bairro Hulene B, que não têm como voltar às suas casas, porque ainda estão inundadas.

As vítimas pedem reassentamento em áreas seguras.

Fonte: O País

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