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Recolher obrigatório das redes sociais pode varrer a Europa

Resumo

O vício nas redes sociais durante a madrugada está a prejudicar o sono dos adolescentes, levando o Reino Unido a considerar um "recolher obrigatório" digital para menores de 18 anos, seguindo o bloqueio para menores de 16 anos. Esta medida visa cortar a emissão de dados para contas de jovens durante a noite, impedindo a visualização de vídeos e atualização de feeds viciantes. França também está a avançar com propostas semelhantes, com um "couvre-feu numérique" para os mais jovens, com o objetivo de devolver horas de descanso eliminando estímulos visuais e notificações noturnas. A União Europeia debate a criação de um modelo harmonizado de proteção infantil, levando vários países a legislar proibições de acesso a aplicações por menores, o que poderá resultar em regras de apagão noturno nos telemóveis num futuro próximo.

O vício das redes sociais durante a madrugada está a arruinar a qualidade do sono de milhões de adolescentes. Inegavelmente, os especialistas em saúde mental alertam repetidamente para os graves perigos físicos e psicológicos do scrolling infinito debaixo dos lençóis. Por conseguinte, depois de anunciar um bloqueio histórico para menores de 16 anos, o Reino Unido abriu a porta a uma medida ainda mais extrema direcionada aos jovens até aos 18 anos. De facto, o conceito de um autêntico “recolher obrigatório” digital noturno das redes sociais deixou de ser mera ficção científica e ameaça espalhar-se rapidamente por toda a Europa.

burla nas redes sociais, roubar contas de Facebook

Em primeiro lugar, o Governo britânico confirmou que está a estudar ativamente a implementação de recolheres obrigatórios noturnos rigorosos. O objetivo principal passa por obrigar as plataformas a cortarem a emissão de dados para contas de menores a partir de uma determinada hora da noite. Como resultado, o smartphone perderá a capacidade de carregar novos vídeos ou de atualizar os feeds viciantes até à manhã seguinte. Adicionalmente, o executivo pondera forçar as empresas tecnológicas a introduzirem pausas obrigatórias no algoritmo para quebrar o ciclo de consumo compulsivo de conteúdos contínuos.

Por outro lado, não é apenas em Londres que estas medidas draconianas estão a ser desenhadas. A França já deu passos legislativos muito concretos nesta matéria, avançando com propostas no Parlamento que incluem explicitamente a criação de um “couvre-feu numérique” (recolher obrigatório digital) para a população mais jovem. Consequentemente, a estratégia gaulesa visa devolver as horas vitais de descanso aos estudantes, eliminando por completo os estímulos visuais e as notificações noturnas ininterruptas. Além disso, as autoridades exigem que as próprias gigantes tecnológicas assumam a total responsabilidade técnica e financeira por aplicar estes bloqueios horários. Isto através de sistemas de verificação de idade avançados.

O que começou como uma experiência altamente isolada ameaça transformar-se muito rapidamente na norma padrão comunitária. A União Europeia tem vindo a debater afincadamente a criação de um modelo de proteção infantil forte e harmonizado para todo o bloco. Portanto, vários países, desde a vizinha Espanha até à Grécia ou Dinamarca, estão neste exato momento a legislar proibições severas de acesso a aplicações por parte dos menores. Finalmente, perante este efeito dominó e uma pressão internacional sem precedentes sobre as empresas de Silicon Valley, as regras de apagão noturno poderão aterrar nos telemóveis nacionais num futuro muito próximo.

 

Fonte: Zero Zero

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