InícioRevistaInternacionalPaulo Portas: Ceuta é uma “tragédia humanitária” e mostra que Espanha devia...

Paulo Portas: Ceuta é uma “tragédia humanitária” e mostra que Espanha devia prestar mais atenção a esta “anomalia” do seu território

Paulo Portas considera que a travessia em massa de marroquinas para Ceuta é “uma tragédia humanitária” que revela uma “anomalia” nesta possessão de Espanha em território africano.

O comentador da TVI (do mesmo grupo da CNN Portugal) lembra que o controlo de Ceuta e Melilla por Espanha trazem desafios adicionais ao país vizinho de Portugal.

“Se Espanha pretende manter, como pretende, este facto, tem que ter um maior cuidado, porque evidentemente duas cidades espanholas que estão paredes meias com África, e Marrocos em particular, são um objeto de pressão demográfica e migratória evidente”, argumenta.

E fixa a avaliação: “É preciso ter muito cuidado, que acho que Espanha não teve”

Neste Global, Paulo Portas procura identificar os motivos históricos e políticos por detrás deste movimento massivo de pessoas, sem deixar de culpar a rápida “circulação de mentiras” nas redes sociais.

Para o comentador, também Rabat fica a perder com este episódio: “Não faz bem nenhum à reputação de Marrocos virem jovens dizer ‘eu não quero voltar, eu não quero ir para Marrocos’”.

Lembrando que o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez está a viver o seu “annus horribilis”, Portas insiste que “a única maneira de gerir aquela fronteira, que é uma anomalia, é com a colaboração das duas partes. E é com Marrocos que Espanha tem que resolver o problema, não é com a Argélia”.

Neste Global, Portas destaca a importância dos indicadores económicos portugueses para a “estabilidade política” no país.

“Acho mais inteligente, para quem é oposição, não se opor tanto para que caia o orçamento e depois o Governo, porque, com este crescimento económico, não tenho a certeza de que a oposição tenha alguma coisa de melhor para propor”, argumenta.

O comentário desta semana conta com uma avaliação da economia dos EUA e das primeiras decisões do novo primeiro-ministro britânico. Portas fala de eleições “impróprias para cardíacos” no Brasil e na sucessão de António Guterres na ONU.

Tempo ainda para falar da maior necessidade de regulação na inteligência artificial e criticar as coisas “péssimas” que tiveram lugar no último Mundial de Futebol.

“Esta coisa de começar a entregar o futebol e os mundiais a um clube de investidores significa submeter aos interesses desses investidores a imensa popularidade e a imensa curiosidade e a imensa alegria ou tristeza que o futebol nos dá”, lamenta.

 

Fonte: TVI

- Advertisment -spot_img

Últimas Postagens

Papa Leão XIV pede a Daniel Chapo informações sobre o assassinato...

0
O líder máximo da Igreja Católica, Papa Leão XIV, endereçou uma carta ao Presidente da República manifestando interesse no decurso das investigações à volta...
- Advertisment -spot_img