A HONOR nasceu das cinzas da HUAWEI, e de facto, foi capaz de impressionar o mercado durante algum tempo. Aliás, foi capaz de ensinar uma lição à Samsung com o Magic V3, e na última MWC mostrou o seu Robot Phone, que é inegavelmente o smartphone mais diferente dos últimos anos.
Mas, o mercado não perdoa, e como tal, a HONOR decidiu mudar um bocadinho a sua estratégia. Agora diz que é o “vento” da Inteligência Artificial.

Abre-se a caixa de correio eletrónico e o que é que nos sai na rifa? Mais um comunicado de imprensa bombástico repleto de jargão de marketing para nos avisar que uma marca decidiu mudar o logótipo e “redefinir o futuro”.
Desta vez foi a HONOR. A marca chinesa anunciou oficialmente que já não quer ser vista como uma simples fabricante de smartphones, mas sim como uma “empresa líder mundial no ecossistema de dispositivos com IA”.
Ou seja, os smartphones vão continuar a existir, mas a HONOR quer ir mais longe.

Portanto, para justificar esta nova identidade visual, a HONOR saca de toda a artilharia pesada de termos da moda da IA. Ou seja, fala da “estratégia Alpha”, da “filosofia AHI”, do “Agentic OS”, do sistema de imagem “AiMAGE” em parceria com a ARRI e até do infame “Robot Phone”.
A marca chega ao ponto de escrever no comunicado que “já não segue o vento, está a tornar-se o vento”. Mas, há razões para a confiança!
A estratégia da HONOR parece ser colar-se à vaga da Inteligência Artificial para subir na cadeia de valor, cobrando mais pelos seus equipamentos de topo e tentando agradar a um público jovem com parcerias de estilo de vida e o lema “Dare to be”.
No entanto, para nós utilizadores, a conversa do “ecossistema de IA” só faz sentido se os produtos entregarem valor real no dia a dia. Mudar a imagem e dizer que se inventou a roda é o truque mais velho do livro de marketing de Shenzhen. O que realmente vai ditar se a HONOR é o “vento” ou só mais uma rajada de ar quente é a qualidade dos telemóveis que meter nas prateleiras nos próximos meses.
Achas que esta conversa da “Inteligência Artificial em tudo” é o futuro real das marcas ou estás fartinho de ouvir falar de IA em cada anúncio de telemóveis? Deixa a tua opinião na caixa de comentários em baixo.
Fonte: Zero Zero






