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Xbox Series X é melhor e mais barata que a PS5?

Xbox Series X vs PS5: No papel manda a Microsoft, mas na prática, as coisas são sempre mais complexas. No fim do dia, quem decide é… Claro, quem faz os jogos.

Se olharmos apenas para os números da ficha técnica, o veredicto parece óbvio: a Xbox Series X é mais potente que a PlayStation 5. De facto, nem fica muito longe da PS5 Pro, e costuma ser mais barata que as consolas da Sony.

Ou seja, a consola da Microsoft ostenta 52 unidades de computação na sua placa gráfica contra as 36 da PS5, traduzindo-se em 12,15 TFLOPS de poder gráfico teórico contra os 10,28 TFLOPS da rival da Sony. Além disso, a largura de banda da memória da Xbox é também ela superior.

Por isso, no papel, o monstro preto da Microsoft devia esmagar a concorrência em todos os jogos sem grande esforço.

A questão aqui é… Teraflops não ganham guerras sozinhos. E como a PS5 vendeu muito mais, a otimização é muito mais importante no lado da Sony. Isso costuma resultar em jogos mais bem desenvolvidos no lado da PlayStation.

Portanto, na grande maioria dos títulos multiplataforma como Forza Horizon 5 ou Assassin’s Creed Shadows, o desempenho e a qualidade visual em ambas as consolas são praticamente idênticos. Isto quer estejas a jogar a 30 FPS no modo Qualidade ou a 60 FPS no modo Performance, a experiência é na verdade indistinguível a olho nu.

No entanto, há casos curiosos em que a consola da Sony leva a melhor. Em títulos exigentes como a expansão Phantom Liberty de Cyberpunk 2077, a PS5 consegue manter FPS mais estáveis em momentos de grande confusão, enquanto a Series X sofre quebras ligeiramente mais acentuadas.

Porquê? Vários programadores AAA explicam que o compilador da GPU da Sony é mais eficiente, a velocidade de relógio da PS5 é mais elevada (até 2,23 GHz em pico variável contra os 1,825 GHz fixos da Xbox) e as ferramentas de desenvolvimento de baixo nível dão mais margem aos estúdios para espremer até ao último gota de sumo do hardware.

No fim do dia, a Sony gastou menos dinheiro em hardware, e consegue oferecer mais sumo aos jogadores. Engraçado não é?

Apesar do facto de não ser possível ter um grande salto gráfico nos dias que correm, a realidade é que a PS5 Pro elevou ainda mais a fasquia. A Microsoft até tinha planeado lançar uma consola “Pro”, mas, depois do falhanço da atual geração, esses planos foram postos no lixo.

Dito tudo isto, com 60 unidades de computação, 33,5 TFLOPS teóricos e a introdução da tecnologia de upscaling por inteligência artificial PSSR (PlayStation Spectral Super Resolution), a PS5 Pro joga noutro campeonato. Por isso, em títulos recentes como 007: First Light, enquanto a Xbox Series X obriga o jogador a escolher entre jogar a 1440p a 30 FPS ou 1080p a 60 FPS, a PS5 Pro entrega a qualidade máxima a 60 FPS fluidos e resolução escalada até 4K sem qualquer esforço.

Em suma, no final do dia, a Microsoft tinha a consola mais potente no arranque da geração, mas perdeu a oportunidade de capitalizar essa vantagem no software e no suporte a longo prazo. A Sony, por sua vez, provou mais uma vez que o ecossistema e as ferramentas certas valem muito mais do que números bonitos.

 

Fonte: Zero Zero

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