Qual foi o primeiro dobrável do mundo? Se pensaste na Samsung, caíste na armadilha do marketing! A Samsung foi a responsável pela popularização do formato, de facto, também é a grande responsável pela mentalidade de fragilidade que ainda se mantém. Mas, não foi a primeira.
Fazes uma pergunta rápida a qualquer pessoa sobre qual foi o primeiro smartphone dobrável do mercado e a resposta vai ser quase unanimemente a mesma: “foi o Samsung Galaxy Fold, óbvio!”. Pois bem, se responderes isso num teste de cultura geral de tecnologia, chumbas com distinção.
A máquina de marketing da gigante sul-coreana fez um trabalho tão agressivo a reescrever a história que quase toda a gente se esqueceu do verdadeiro pioneiro, um dispositivo esquisito que quase ninguém fora da China teve a oportunidade de ver ao vivo.
Ou seja, o verdadeiro dono do título chama-se Royole FlexPai, apresentado formalmente em Pequim a 31 de outubro de 2018 e colocado à venda logo no dia seguinte. Sim, a Samsung e a Huawei, que na altura estavam numa corrida de proporções épicas para ver quem chegava primeiro, levaram um banho de antecipação de uma empresa que nem sequer era uma fabricante de telemóveis tradicional.

A Royole era na verdade uma especialista no fabrico de ecrãs flexíveis sediada em Shenzhen e em Silicon Valley. De facto, o FlexPai não nasceu por amor aos smartphones, mas sim como uma demonstração de força para provar à indústria que eles conseguiam meter painéis AMOLED dobráveis no mercado antes da Samsung Display ou da BOE.
E a ficha técnica não era para brincadeiras para a época! Ecrã AMOLED de 7,8 polegadas (1920×1440), processador Snapdragon 855, até 8GB de RAM e uma dobradiça desenhada para aguentar 200 mil dobras. O preço? Entre os 1300$ e os 1870$ aos câmbios da altura.
O problema é que o produto era um autêntico desastre de usabilidade:
Era, a todos os níveis, um protótipo com preço de venda ao público. Por sua vez lançado à pressa para ganhar a medalha de ouro na corrida aos dobráveis. Mas… Foi o primeiro, e por isso, não pode ser esquecido.
Fonte: Zero Zero



