Resumo
Os preços do petróleo caíram devido a progressos nas negociações entre os EUA e o Irão, diminuindo receios de tensões no Médio Oriente. O barril de Brent desceu 0,91%, para 79,12 dólares, e o West Texas Intermediate (WTI) baixou 0,70%, para 75,32 dólares. As conversações na Suíça, mediadas pelo Qatar e Paquistão, foram descritas como "positivas e construtivas", com avanços na reabertura do Estreito de Ormuz e na redução das tensões entre Israel e o Hezbollah. Os mercados reagiram positivamente à redução do risco geopolítico, apesar da cautela dos investidores face às negociações e às novas tarifas de Trump. Na Europa e Ásia, os mercados acionistas tiveram desempenhos mistos, enquanto no Reino Unido a demissão de Keir Starmer e a incerteza sobre a sucessão foram temas em destaque.
Os preços do petróleo registaram uma queda esta segunda-feira, após sinais de progresso nas negociações entre os Estados Unidos e o Irão terem reduzido os receios de uma escalada das tensões no Médio Oriente.
O barril de Brent, referência para os mercados internacionais, recuou 0,91%, para 79,12 dólares, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) desceu 0,70%, para 75,32 dólares.
A descida foi impulsionada pelos resultados da primeira ronda de conversações entre Washington e Teerão, realizada na Suíça com mediação do Qatar e do Paquistão. Segundo os mediadores, as negociações decorreram num ambiente "positivo e construtivo", tendo produzido "progressos encorajadores".
As discussões centraram-se na reabertura do Estreito de Ormuz, uma das mais importantes rotas mundiais de transporte de petróleo, e na redução das tensões relacionadas com o conflito entre Israel e o Hezbollah no Líbano.
Os mercados reagiram positivamente à possibilidade de uma diminuição do risco geopolítico na região, factor que vinha sustentando a recente valorização do crude.
Apesar do alívio nos preços da energia, os investidores mantêm-se cautelosos quanto à evolução das negociações e ao impacto das novas tarifas comerciais anunciadas pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, sobre o crescimento económico mundial.
Nos mercados acionistas, a sessão foi marcada por desempenhos mistos na Europa e na Ásia, enquanto no Reino Unido a atenção concentrou-se na demissão do primeiro-ministro Keir Starmer e nas incertezas em torno da sucessão governamental.






