André Ventura anunciou esta terça-feira que a reunião com Luís Montenegro sobre a revisão da legislação laboral terminou sem entendimento, sublinhando que permanecem "matérias de fundo" a separar Governo e Chega.
À saída do encontro, o líder do Chega apontou divergências em áreas como as reformas, a valorização do trabalho por turnos e a reposição de férias, considerando que a atual legislação laboral está "mal feita e mal desenhada desde o início".
Entre as exigências do partido para viabilizar alterações à reforma laboral, o presidente do Chega insistiu especialmente no fim das subvenções políticas vitalícias. "Não podemos estar a rever a legislação laboral e deixar por resolver uma das maiores vergonhas nacionais", afirmou em declarações aos jornalistas na sala dos Passos Perdidos da Assembleia da República.
Nas reformas, André Ventura reconheceu que subsiste uma "divergência substantiva" com o Governo, reiterando a intenção do Chega de baixar a idade da reforma. O partido mantém igualmente como "linha vermelha" uma valorização salarial para quem trabalha por turnos rotativos.
"As propostas de alteração que fazemos a esta lei laboral é para a tornar humana, próxima e capaz de resolver problemas de quem trabalha", argumentou.
Sobre as subvenções vitalícias, o líder do Chega afirmou existir abertura do Executivo para eliminar as que ainda subsistem de forma direta ou indireta, mas considerou que o partido pretende ir mais longe.
"Ficou claro que o consenso ainda não existe", concluiu Ventura, adiantando que nas próximas horas deverão continuar contactos técnicos e políticos para tentar alcançar um entendimento e apresentar uma "solução aos portugueses".
"Entre o Chega e o Governo continua-se a trabalhar sem paragem nas próximas horas para se perceber se existe este entendimento ou não. Não há aqui espaço para nins."
Fonte: TVI


