*Crónica por: Frederico Figueiredo
Santa Clara e Nacional proporcionaram o primeiro duelo insular desta época no fecho da primeira jornada. E se os primeiros minutos faziam antever uma primeira parte muito fechada, a partir do 15.º minuto a história foi outra.
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O jogo parecia amarrado, com muita luta a meio campo, quando Sorriso decidiu dar um pontapé no marasmo e num slalom quase inaugurava o marcador. O avançado, em estreia pelos encarnados dos Açores, passou por dois defesas, ajeitou a bola e viu o seu remate ser desviado por um defesa quando se encaminhava para o fundo das redes.
Três minutos depois e o Santa Clara abria o marcador. Após um erro de Joel Silva ao atrasar para o seu guarda-redes, Vinicius interceta a bola e com tudo para fazer golo permite a defesa de Renato Marin. Na recarga, Gonçalo Paciência não perdoou e fez o seu primeiro golo.
Mais três minutos e mais um golo de Gonçalo Paciência. Através de um canto batido por Calila na esquerda, o avançado português cabeceou para o fundo das redes, bisando no encontro. Não satisfeito, o internacional português quase fazia o hat-trick logo de seguida, mas viu um defesa cortar o seu cabeceamento quase em cima da linha.
A vencer por dois golos, o Santa Clara assentou o seu jogo e não permitia espaço ao Nacional que até aos 33 minutos pouco criou. Contudo, nos últimos 15 minutos da primeira parte, e quando nada o fazia prever, o Nacional chega ao empate. O primeiro golo vem na sequência de um canto, onde após uma carambola, Markus Jensen foi derrubado na área por Guilherme Romão. Na conversão, Liziero não perdoou e fez o 2-1.
O Santa Clara sentiu o golpe e o Nacional começou a crescer no jogo. Mas, num contra-ataque bem elaborado, Gonçalo Paciência, mais uma vez, com tudo para fazer o 3-1, atirou com o pé esquerdo muito por cima. Como quem não marca sofre, em mais uma jogada de insistência, Pablo Ruan cruza para Baeza que fuzila Lucas França para o empate no jogo. Até ao intervalo, as equipas depois preocuparam-se mais em não sofrer do que em marcar.
A segunda parte foi totalmente diferente da primeira. Os dois conjuntos insulares vieram com a preocupação de não perder e quando assim o é, quem sofre é o espetáculo.
A preocupação em não perder foi tanta que por vezes, parecia que o futebol era um jogo sem balizas, onde todos os duelos se passavam a meio campo, onde a luta imperava e a inspiração da primeira parte deu lugar a muita transpiração, mas sem resultados práticos. A única exceção foi um livre direto batido pelo estreante Tiago Ribeiro a testar a atenção do guarda-redes Renato Martim, que correspondeu com uma defesa fácil. Foi o único momento digno de registo e que envolveu diretamente uma das balizas nessa segunda parte.
As substituições também não tiveram o resultado esperado e registou-se mais um empate a duas bolas nesta primeira jornada. Foi o quarto após Estrela da Amadora e Sporting, Benfica e Académico de Viseu, e Moreirense na receção ao Braga, também empatarem a duas bolas.
O internacional português começou a época a todo o gás e no primeiro jogo marcou dois golos, e só não fez mais por manifesta falta de sorte.
Aos 44 minutos, o camisola oito do Nacional recebeu a bola no interior da área e fuzilou a baliza de Lucas França, fixando assim o resultado final em 2-2.
Mais de três mil adeptos deslocaram-se ao Estádio de São Miguel para assistir ao jogo. Com exceção da receção aos grandes esta é das melhoras casas registadas nos últimos tempos.
Fonte: TVI





