InícioRevistaInternacionalSismo de magnitude 7,7 atinge a Indonésia. Pelo menos 38 pessoas morreram

Sismo de magnitude 7,7 atinge a Indonésia. Pelo menos 38 pessoas morreram

Um poderoso sismo de magnitude 7,7 atingiu a costa da ilha indonésia de Flores na madrugada de sábado e provocou a morte de pelo menos 14 pessoas, além de ter danificado edifícios e obrigado os residentes a abandonar as suas casas.

O sismo ocorreu por volta das 6h00, hora local, cerca de 68 quilómetros a noroeste de Ende, na província de East Nusa Tenggara, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), e foi seguido por uma série de réplicas.

Pelo menos 14 pessoas morreram, informou a agência indonésia de gestão de catástrofes, BNPB, salientando que o número total de vítimas ainda está a ser avaliado.

Foi inicialmente emitido um alerta de tsunami, mas este foi posteriormente levantado, segundo a agência. Foram registadas algumas ondas com até um metro de altura em Maurole, Ende, segundo a agência indonésia de meteorologia, climatologia e geofísica.

O sismo foi sentido em toda a ilha de Flores, uma ilha verdejante e montanhosa da cadeia de Sunda, que também inclui o destino turístico Bali. Flores é conhecida pelos seus coloridos lagos vulcânicos e por ser uma porta de entrada para o Parque Nacional de Komodo, lar dos maiores lagartos do planeta. A sua população, de cerca de 2 milhões de pessoas, encontra-se maioritariamente dispersa por pequenas aldeias.

Instalações de saúde, escolas, edifícios governamentais e mais de 50 casas ficaram danificados devido ao sismo, informou a BNPB.

Vídeos publicados nas redes sociais mostraram edifícios a desabar e residentes em pânico a correr e a gritar, enquanto uma nuvem de poeira cobria o céu. Num dos vídeos, era possível ver os danos num hospital na aldeia de Aeramo.

Theresia Uta, de 52 anos, contou à CNN que tinha acabado de tomar o pequeno-almoço na cidade costeira de Maumere quando o sismo ocorreu. Correu para o exterior e agarrou-se a uma árvore no quintal durante 10 minutos, até os tremores pararem.

“Embora já tenha sentido vários sismos na ilha de Flores, este foi, de longe, o sismo mais forte e mais longo que alguma vez senti. O abalo foi extremamente poderoso e violento”, afirmou.

Disse que entrou rapidamente no seu carro para fugir, acrescentando que as estradas ficaram bloqueadas devido a vários deslizamentos de terras.

Os estudantes do Seminário Maior Católico Romano de São Pedro, na aldeia costeira de Sikka, estavam a assistir à missa da manhã quando o telhado de um salão de reuniões desabou, fazendo com que as pessoas fugissem em pânico, afirmou o reitor do seminário, o reverendo Guidelbertus Tanga, citado pela Associated Press.

“Os nossos estudantes e freiras correram para o exterior em pânico, enquanto o telhado desabava”, afirmou Tanga. “Pelo menos um padre sofreu uma fratura numa perna depois de saltar do segundo andar de um edifício durante o sismo.”

Uma residente de 51 anos da cidade de Talibura afirmou que o sismo foi “maciço” e obrigou a sua família a sair rapidamente de casa.

“O sismo foi massivo, o choque foi tão forte. Estávamos em casa a descansar com a família. Éramos 13 dentro de casa e todos corremos para nos salvar”, contou a residente, Nona, à agência de notícias Reuters.

Um jovem de 16 anos que vive na mesma zona afirmou que foi a primeira vez que sentiu um sismo tão forte, acrescentando que correu imediatamente para um local mais elevado.

“Fiquei chocado por causa do sismo. Estava a dormir”, disse Yoan Rinto à Reuters. “Sim, ainda estou em pânico, ainda estou muito preocupado.”

Cerca de dois mil residentes da regência de Nagekeo foram evacuados após o sismo, como medida de precaução, avançou a BNPB.

A agência mobilizou um helicóptero juntamente com a sua equipa de resposta de emergência, salientando que a geografia da região, composta por muitas ilhas, dificulta o acesso.

Imagens divulgadas pela agência nacional de busca e salvamento e partilhadas pela CNN Indonesia mostram equipas de resgate a escavar os escombros, à procura de possíveis sobreviventes.

Um arquipélago com mais de 17 mil ilhas, a Indonésia é propensa a atividade sísmica e já sofreu vários sismos devastadores no passado. O país do Sudeste Asiático situa-se no Anel de Fogo, uma faixa em torno do Pacífico que provoca frequentes sismos e atividade vulcânica. O anel é uma das zonas com maior atividade sísmica do mundo, estendendo-se do Japão e da Indonésia, de um lado do Pacífico, até à Califórnia e à América do Sul, do outro.

O catastrófico tsunami do Oceano Índico de 2004 foi provocado por um sismo de magnitude 9,1 que atingiu a ilha indonésia de Sumatra. A catástrofe resultante matou mais de 220 mil pessoas nas costas banhadas pelo oceano, mais de metade das quais na Indonésia.

Mais recentemente, centenas de pessoas morreram quando um sismo de magnitude 6,9 atingiu a ilha de Lombok em agosto de 2018. Mais tarde nesse mês, um trio de intensos sismos abalou várias ilhas do Pacífico Sul e da Indonésia.

E, em setembro desse ano, um sismo de magnitude 7,5 e um tsunami atingiram a ilha de Sulawesi, matando centenas de pessoas.

 

Fonte: TVI

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