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Subsídio de férias: quando tens de o receber, quanto é e o que fazer se atrasar

Resumo

O subsídio de férias, correspondente a cerca de um mês de salário, deve ser pago antes do início das férias, sendo um direito legal dos trabalhadores por conta de outrem em Portugal. Empresas podem optar por pagar o subsídio em julho, antes das férias, ou distribuí-lo mensalmente. Se houver atrasos ou falta de pagamento, é aconselhável contactar a empresa por escrito, verificar o recibo de vencimento e, se necessário, apresentar queixa à ACT ou recorrer aos tribunais de trabalho. O não pagamento do subsídio pode levar à resolução do contrato com justa causa. É importante confirmar no recibo de vencimento como e quando o subsídio será recebido para evitar surpresas.

Julho é o mês em que metade do país se prepara para as férias e em que surge sempre a mesma dúvida: afinal, quando é que o subsídio de férias tem de cair na conta? Se trabalhas por conta de outrem, este dinheiro é teu por lei, e há regras claras sobre prazos e valores.

O subsídio de férias corresponde, em regra, à tua retribuição base mais as prestações regulares (como diuturnidades). Na prática, para a maioria dos trabalhadores, equivale a sensivelmente um mês de salário.

Não confundas com a retribuição das férias: durante os dias de férias continuas a receber o salário normal e, além disso, tens direito ao subsídio. São coisas diferentes.

A regra é simples: o subsídio de férias deve ser pago antes de começares o período de férias. Se vais de férias em agosto, o dinheiro deve estar disponível antes de saíres.

Muitas empresas optam por pagar o subsídio em julho, mesmo que as férias só sejam mais tarde, ou pagam-no de uma só vez. Outras, sobretudo com a figura do duodécimo, distribuem-no ao longo dos meses — nesse caso, recebes uma fração todos os meses em vez de um valor único. Confirma no teu recibo de vencimento qual é o teu caso.

Se dividires as férias (por exemplo, uns dias em julho e outros em setembro), o subsídio pode ser pago proporcionalmente a cada período. Ou seja, recebes a parte correspondente aos dias que vais gozar de cada vez.

Aqui está a parte que mais interessa a quem está a ler isto preocupado. O pagamento do subsídio de férias é obrigatório não é um extra que a empresa dá se quiser.

Se a tua entidade patronal atrasar ou não pagar:

Fala primeiro com a empresa, por escrito (email serve), a pedir o pagamento e a registar a data. Guarda tudo.
Verifica o teu recibo de vencimento para perceberes se há valores em falta.

Apresenta queixa à ACT (Autoridade para as Condições do Trabalho), que fiscaliza estas situações. Podes fazê-lo online, no site da ACT.

Em último caso, podes recorrer aos tribunais de trabalho para reclamar os valores em dívida.

O atraso reiterado no pagamento de retribuições pode até dar-te o direito de resolver o contrato com justa causa mas, antes de chegares a esse ponto, vale a pena procurar aconselhamento jurídico ou um sindicato.

O subsídio de férias é um direito, não um favor. Deve ser pago antes das férias, equivale grosso modo a um mês de salário e, se a empresa falhar, tens canais para reclamar sendo a ACT o mais direto.

Antes de planeares os gastos das férias, confirma no recibo como e quando vais receber. É a melhor forma de não levares um susto a meio do mês.

 

Fonte: Zero Zero

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