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Termoacumulador: a que horas (e a que temperatura) o deves pôr para poupares

O termoacumulador é, muitas vezes sem darmos por isso, um dos aparelhos que mais pesa na conta da luz. E a razão costuma ser sempre a mesma: fica ligado o dia todo, a uma temperatura de fábrica exagerada, a aquecer água que ninguém está a usar. A boa notícia é que duas mudanças simples, as horas a que aquece e a temperatura a que o pões, chegam para cortar uma boa fatia da fatura com o termoacumulador. Vamos a elas.

Se tens tarifa bi-horária, esta é a dica que mais dinheiro te poupa. A eletricidade é bastante mais barata durante as horas de vazio, tipicamente à noite, entre as 22h e as 8h. Programar o termoacumulador para aquecer a água nesse período significa pagar o mesmo aquecimento a um preço muito mais baixo.

Como fazer? Se o aparelho não tem programação própria, uma tomada inteligente ou um simples temporizador resolvem: defines para ligar durante o vazio e ter a água quente pronta para a manhã. A lógica é a mesma que já usas (ou devias usar) para a máquina de lavar roupa e a de loiça.

E se não tiveres bi-horária? Aí a regra é não o manter ligado 24 horas por dia. Liga-o apenas algum tempo antes de precisares de água quente, para muitas casas, uma a duas horas antes do banho é suficiente.

A temperatura ideal de armazenamento situa-se entre os 55 e os 60 graus. No verão, 55 graus chegam; no inverno, 60 graus garantem conforto. A poupança aqui é concreta: por cada 10 graus que reduzes, poupas entre 15% a 20% da energia que o aparelho gasta, o que dá dezenas de euros por ano.

Mas atenção a este ponto de segurança, que é inegociável: nunca baixes a temperatura para menos de 55 graus. Abaixo disso, a água estagnada favorece a proliferação de bactérias como a Legionella. Muitos aparelhos têm até um ciclo semanal que sobe a temperatura para cerca de 65 graus precisamente para eliminar esse risco.

Um pormenor que ajuda: como misturas sempre água quente com fria no banho, ter o depósito a 65 ou 70 graus (como vem muitas vezes de fábrica) é só desperdício. Baixar para os 55–60 mantém o conforto e alivia a conta.

Entretanto além das horas e da temperatura do termoacumulador, há pequenos gestos que somam:

Há ainda uma vantagem que passa despercebida. O termoacumulador é um dos maiores consumidores lá de casa e, por isso, também um dos que mais faz saltar o quadro elétrico quando está tudo ligado ao mesmo tempo. Programá-lo para o vazio, quando quase nada mais está a funcionar, reduz esse risco de sobrecarga, poupas na fatura e evitas ficar às escuras.

 

Fonte: Zero Zero

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