Resumo
A tecnologia avançou rapidamente, tornando muitos objetos do quotidiano "inteligentes", exceto o comando da televisão, que continua a usar tecnologia infravermelha e pilhas devido a custos baixos de produção. As marcas optam por manter o design antigo dos comandos para poupar custos, mesmo que plataformas de streaming paguem para ter botões dedicados. Com o aumento do controlo remoto através de smartphones, o futuro dos comandos físicos pode estar em risco, apesar de modelos como o Siri Remote da Apple TV oferecerem uma experiência mais avançada, mas a um preço elevado.
No entanto, há um objeto aí pela tua sala que parece completamente congelado no tempo e que deixa qualquer um de nervos em franja. Aliás, em alguns casos, até parece ter baixo o seu nível. Estou a falar do comando da televisão.
É curioso, mas estamos em pleno ano de 2026 e a esmagadora maioria dos comandos de TV ainda usa tecnologia de infravermelhos (aquela luzinha invisível que te obriga a apontar o comando diretamente para o televisor e que deixou de ser alta tecnologia algures nos anos 70). Além disso, apesar de algumas exceções, a grande maioria dos comandos ainda usa pilhas.
Aliás, muitos dos comandos de marcas populares, aparecem agora super minimalistas, com muitos menos botões, o que acaba por obrigar o consumidor a ter de aprender a mexer na “coisa”.
Pois bem, a resposta resume-se a uma única estratégia das marcas: cortar custos ao cêntimo.
Para além de os infravermelhos serem extremamente simples e baratos de produzir, as marcas usam-nos para fugir ao pagamento de licenças à associação do Bluetooth (sim, enfiar Bluetooth num comando obriga a pagar taxas de utilização). É o mesmo motivo pelo qual ainda andamos a meter pilhas alcalinas lá dentro. É uma tecnologia arcaica, mas como o comando consome uma miséria de energia, as fabricantes descartam as baterias recarregáveis para poupar na linha de montagem.
Aqui há outro detalhe comercial. Aqueles botões coloridos com o logótipo da Netflix, da Disney+ ou do Prime Video estão lá porque as grandes plataformas de streaming pagam fortunas às marcas para terem ali o seu atalho físico.
Fazer um comando do zero, com linhas modernas, ecrãs ou novos circuitos, obrigaria a desenhar novas placas e moldes de plástico. Como as marcas aplicam a velha máxima do “se não está partido, não se mexe”, preferem reciclar moldes com dez anos e continuar a enfiar o mesmo comando de plástico oco na caixa de uma televisão que te custou mil (ou mais) euros.
A verdade é que o seu fim pode estar mais próximo do que pensamos. Há uma ou duas décadas, se o comando da televisão se avariasse ou ficasse sem pilhas, era um drama familiar. Ou compravas um comando universal manhoso ou estavas condenado ao castigo de te levantares do sofá de cada vez que querias mudar de canal. Hoje em dia, se o comando falhar, abres uma aplicação no teu smartphone e controlas a televisão sem sair do sítio.
Claro que o comando físico não vai desaparecer por completo, mas vai ter de mudar um bocadinho. Olha para o caso do Siri Remote da Apple TV. Custa uns valentes 59 dólares, mas redefine por completo a experiência! É feito de alumínio, tem apenas seis botões, uma superfície tátil e um microfone integrado para dares ordens por voz.
Mas, pagar esse tipo de valor por um comando… Parece-me estranho. E a ti? Partilha connosco a tua opinião.
Fonte: Zero Zero






