InícioTecnologiaVi Linkin Park ao vivo, e… Não consigo gostar

Vi Linkin Park ao vivo, e… Não consigo gostar

Resumo

O vocalista dos Linkin Park, Chester Bennington, falecido em 2017, foi substituído por Emily Armstrong no concerto da banda no Rock in Rio. Embora as novas músicas tenham qualidade, a ausência de Chester torna a experiência diferente para os fãs mais antigos, comparável à transição de Dragon Ball para Dragon Ball GT. A nova formação é elogiada, mas a nostalgia pelas músicas antigas deixa uma sensação de desconforto, levantando questões sobre a identidade da banda. O concerto no Rock in Rio destacou a mudança na dinâmica da banda, apesar de manter o nome Linkin Park.

Isto não é um tema normal da Leak. De todo. Mas, em 2026, gosto de olhar para o portal como algo muito focado na tecnologia e na atualidade, ao mesmo tempo que também é capaz de ir a outros temas fora da caixa. Por isso, quero escrever um pouco sobre o que vivi durante o dia de ontem.

Eu, Nuno Oliveira, nasci em 1991, e como tal, tenho agora 34 anos com os 35 assustadoramente à vista. Ou seja, é fácil perceber que Linkin Park é uma das bandas que mais ouvi ao longo da minha vida. Ainda hoje, vou ao Spotify ativamente à procura da minha velha playlist para me dar força no dia a dia.

São músicas que mesmo passados tantos anos, continuam a bate forte no coração e na alma.

Mas a banda que subiu ontem ao palco do Rock in Rio não é a mesma banda que me acompanhou ao longo de todos estes anos de vida. Infelizmente, o Chester já não está entre nós e, como tal, temos uma nova vocalista, a Emily Armstrong.

E isso nota-se. Nota-se muito.

Pode parecer uma comparação estranha, porque de facto é, e vai muito provavelmente passar ao lado de muito boa gente. Mas, olho para a “nova” banda como olhava para Dragon Ball GT quando era uma simples criança.

Era e sou um fã confesso de Dragon Ball, e como tal, quando o DBZ terminou, a depressão foi real. Eu faria tudo para ter mais episódios e, eventualmente… Veio o Dragon Ball GT. Era factualmente “mais” Dragon Ball. Mas, tal e qual como Linkin Park, não era a mesma coisa.

Não me entendas mal! Não é que seja mau. As músicas novas têm muita pinta. Podem ser até consideradas como LP de nova geração. Há, de facto, muito para gostar. A voz da vocalista é exatamente a mesma que podes ouvir nos álbuns.

Mas quando a banda decide tocar as músicas antigas, é inegável que a criança em mim fica com um olhar confuso. Não é a mesma coisa, e não devia ser normal aceitar isto como Linkin Park. De facto, até me faz alguma confusão ter visto a banda no palco principal do Rock in Rio, como o nome mais sonante do dia 21 de Junho. Não é a mesma banda. O nome está lá, mas o resto não está.

 

Fonte: Zero Zero

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