Resumo
O Governo do Zimbábue aprovou um projeto de construção de um sistema de metro ligeiro em Harare, avaliado em três mil milhões de dólares, que poderá ser o maior investimento no transporte público urbano do país. A rede ferroviária ligará o centro da cidade a subúrbios importantes, incluindo Chitungwiza, o Aeroporto Internacional Robert Gabriel Mugabe e a nova cidade de Mt Hampden. O projeto, classificado como Nacional, será implementado numa parceria público-privada, com apoio do Banco Africano de Desenvolvimento. Pretende-se melhorar a mobilidade, reduzir congestionamentos, facilitar o acesso ao aeroporto e promover um crescimento urbano ordenado. A ligação a Mt Hampden é estratégica, sendo um centro administrativo e comercial futuro. O projeto visa também preparar Harare para a Feira de Comércio Intra-Africana de 2029, podendo redefinir a mobilidade urbana e impulsionar o desenvolvimento económico do Zimbábue.
Segundo a Africa Global News, a futura rede ferroviária ligará o centro da cidade aos principais subúrbios, incluindo Chitungwiza, o Aeroporto Internacional Robert Gabriel Mugabe e a nova cidade de Mt Hampden, para onde o Governo zimbabueano transferiu importantes instituições governamentais e parlamentares.
O projecto foi aprovado pela Agência de Investimento e Desenvolvimento do Zimbábue, tendo recebido o estatuto de Projecto Nacional, classificação que permite acelerar os processos de aprovação, facilitar a mobilização de investimentos e assegurar uma coordenação governamental mais eficaz.
As autoridades zimbabueanas indicam que a iniciativa será implementada através de uma parceria público-privada. Nesta fase, o investidor está a mobilizar cerca de cinco milhões de dólares para os estudos preparatórios, contando igualmente com o apoio esperado do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD). A construção da rede será executada em cinco fases.
A concretização do projecto pretende responder aos crescentes desafios de mobilidade em Harare, cujo sistema de transporte continua fortemente dependente de mini-autocarros privados, viaturas particulares e de uma rede rodoviária cada vez mais congestionada.
Espera-se que o metro ligeiro reduza significativamente os tempos de viagem, alivie o congestionamento das principais vias, melhore o acesso ao aeroporto internacional e contribua para um crescimento urbano mais ordenado da Grande Harare.
A ligação ferroviária a Mt Hampden reveste-se igualmente de importância estratégica. A nova cidade acolhe já o edifício do Parlamento e constitui um dos principais pólos do plano governamental de descentralização administrativa e expansão urbana, sendo projectada como futuro centro administrativo e comercial do país.
Por outro lado, a ligação directa ao Aeroporto Internacional Robert Gabriel Mugabe deverá reforçar a atractividade de Harare para o turismo, viagens de negócios, conferências internacionais e novos investimentos, numa altura em que o Zimbábue procura modernizar as suas infra-estruturas e recuperar a confiança dos investidores.
De acordo com fontes, o projecto integra igualmente os preparativos do país para acolher, em 2029, a Feira de Comércio Intra-Africana, evento que exigirá melhores infra-estruturas de transporte e maior eficiência na mobilidade entre hotéis, zonas comerciais, aeroporto e centros de conferências.
Experiências internacionais demonstram que sistemas ferroviários urbanos podem transformar profundamente a mobilidade das cidades quando integrados com outros meios de transporte, políticas habitacionais e adequado ordenamento territorial.
Porém, sem planeamento rigoroso, financiamento sustentável e boa governação, investimentos desta natureza correm o risco de se transformar em infra-estruturas subaproveitadas.
Espera-se que, se ainiciativa for executada conforme previsto, poderá redefinir a mobilidade urbana de Harare e constituir um importante impulso para o desenvolvimento económico do Zimbábue.
(AIM)
Fonte: aimnews


