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Friday, February 13, 2026
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Petróleo caminha para segunda queda semanal com recuo do risco iraniano e receios de excesso de oferta

Resumo

Donald Trump reduz prémio geopolítico ao mencionar possível acordo nuclear com o Irão, levando a estabilização dos preços do petróleo esta sexta-feira, com o Brent a 67,55 dólares por barril e o WTI a 62,85 dólares. A Agência Internacional de Energia prevê excesso de oferta global em 2026, contribuindo para a segunda queda semanal consecutiva dos preços. A possibilidade de um entendimento com Teerão diminui o risco de interrupções no Médio Oriente, afetando os preços já fragilizados. AIE antecipa desequilíbrio estrutural em 2026, com oferta a superar procura, enquanto o aumento dos inventários nos EUA e possível aumento da produção venezuelana pressionam ainda mais o mercado. O cenário atual reflete um equilíbrio delicado entre diplomacia, oferta crescente e procura contida, com os preços sensíveis a mudanças geopolíticas e fundamentos globais.

Comentários de Donald Trump sobre possível acordo nuclear com o Irão reduzem prémio geopolítico; Agência Internacional de Energia antecipa oferta global acima da procura em 2026.

Os preços do petróleo estabilizaram esta sexta-feira, mas caminham para a segunda queda semanal consecutiva, num contexto de redução das tensões geopolíticas envolvendo o Irão e de crescente preocupação com um cenário de excesso de oferta global.

Segundo dados avançados pela Reuters , o Brent negociava nos 67,55 dólares por barril, após ter recuado 2,7% na sessão anterior, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) situava-se nos 62,85 dólares, depois de uma queda de 2,8%. Em termos semanais, o Brent deverá cair cerca de 0,8% e o WTI 1,1%.

O movimento correctivo ocorre após declarações do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando a possibilidade de um entendimento nuclear com Teerão no próximo mês, o que reduziu significativamente o prémio de risco associado a uma eventual interrupção da oferta no Médio Oriente.

Analistas do mercado sublinham que o alívio das tensões diplomáticas diminui o risco imediato de disrupções no fornecimento, retirando suporte aos preços num momento em que os fundamentos estruturais já apontavam para fragilidade.

AIE antecipa desequilíbrio estrutural em 2026

Para além do factor geopolítico, o mercado reage também às projecções da Agência Internacional de Energia (AIE), que reviu em baixa as perspectivas de crescimento da procura global de petróleo este ano, antecipando que a oferta poderá superar a procura.

Este cenário de desequilíbrio estrutural reforça a narrativa de mercado segundo a qual o ciclo de preços elevados poderá enfrentar limitações significativas em 2026, sobretudo num ambiente de crescimento económico global moderado e de transição energética gradual.

Inventários nos EUA e regresso da Venezuela pressionam mercado

A pressão descendente sobre os preços foi igualmente amplificada por dados que apontam para um aumento significativo dos inventários de crude nos Estados Unidos, bem como por expectativas de que a Venezuela possa elevar a sua produção.

De acordo com estimativas de mercado, a produção venezuelana poderá subir de cerca de 880 mil barris por dia para aproximadamente 1,2 milhões de barris diários nos próximos meses, caso as flexibilizações de sanções avancem.

Autoridades norte-americanas confirmaram que estão a ser emitidas novas autorizações que aliviam restrições ao sector energético venezuelano, o que poderá introduzir mais crude no mercado internacional.

O mercado petrolífero inicia assim 2026 num equilíbrio delicado entre diplomacia, oferta crescente e procura mais contida, num contexto em que os preços permanecem sensíveis a qualquer alteração no quadro geopolítico ou nos fundamentos da oferta global.

Fonte: O Económico

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