Resumo
O Governo moçambicano enfrenta limitações financeiras para atender à elevada procura de financiamento no Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL), com apenas cerca de 10% dos projetos aprovados a receber recursos devido a constrangimentos orçamentais. Criado em 2025, o FDEL recebeu mais de 230 mil candidaturas, visando impulsionar o empreendedorismo e a economia local, especialmente entre jovens, mulheres e microempreendimentos comunitários. Apesar do planeamento de reforços financeiros, como a alocação de 1,5 mil milhões de meticais para 2026, os recursos continuam insuficientes para cobrir todas as iniciativas aprovadas, revelando a persistente dificuldade de acesso ao crédito formal por parte de pequenos empreendedores. Especialistas apontam desafios de gestão e capacidade financeira do Estado como obstáculos à plena execução do programa, destacando a necessidade de mobilizar mais recursos e melhorar os processos de seleção e acompanhamento dos projetos para garantir um impacto económico e social significativo.
O Governo moçambicano reconhece limitações financeiras para responder à elevada procura de financiamento no âmbito do Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL), admitindo que apenas cerca de 10% dos projectos aprovados poderão receber recursos nesta fase, devido a constrangimentos orçamentais e atrasos nos desembolsos.
Dados divulgados por fontes oficiais indicam que o FDEL recebeu mais de 230 mil candidaturas submetidas em todo o território nacional, demonstrando forte adesão ao instrumento criado para dinamizar o empreendedorismo e a economia local.
Criado em 2025, o fundo foi concebido como um mecanismo de apoio a iniciativas produtivas e de geração de rendimento, com foco particular na juventude, mulheres e micro-empreendimentos comunitários, procurando estimular a produção e a criação de emprego nos distritos e autarquias.
Contudo, a disponibilidade financeira permanece aquém da procura. Apesar de o Executivo prever reforços progressivos das dotações incluindo a alocação de cerca de 1,5 mil milhões de meticais para 2026 os recursos continuam insuficientes para cobrir a totalidade das iniciativas aprovadas.
Especialistas apontam que a elevada procura pelo FDEL reflete dificuldades persistentes de acesso ao crédito formal por parte de pequenos empreendedores, tornando o fundo uma alternativa relevante para transformar ideias em negócios sustentáveis. Ao mesmo tempo, desafios de gestão, monitoria e capacidade financeira do Estado têm sido identificados como factores que condicionam a execução plena do programa.
O cenário coloca o Governo perante o desafio de mobilizar recursos adicionais e aprimorar os mecanismos de selecção e acompanhamento dos projectos, de modo a garantir maior impacto económico e social do fundo, considerado estratégico para o desenvolvimento local e inclusão financeira em Moçambique.





