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Cavaco Silva condecorado com a nova Ordem Europeia do Mérito

Resumo

Abdul Gafar, suspeito moçambicano, foi extraditado de Portugal e será ouvido pelo juiz em Maputo, sendo considerado peça-chave num esquema de crimes financeiros que lesou o Estado em milhões de dólares. Ele é apontado como responsável pela criação de empresas fictícias usadas para movimentar grandes quantias de dinheiro para o exterior, através de contas bancárias em vários países. O esquema, que envolve falsificação de documentos, terá permitido transferir cerca de 140 milhões de dólares entre 2019 e 2022, causando prejuízos significativos ao Estado moçambicano em receitas fiscais. As autoridades alertam que este tipo de atividade representa uma ameaça à estabilidade financeira e económica do país.

Suspeito será ouvido pelo juiz e é apontado como peça-chave num esquema que terá lesado o Estado em milhões de dólares

Por: Gentil Abel

O cidadão moçambicano Abdul Gafar aterra na manhã desta terça-feira (25) no Aeroporto Internacional de Maputo, após ser extraditado de Portugal, onde havia sido detido. O arguido deverá ser apresentado na quinta-feira ao juiz de instrução criminal para o seu primeiro interrogatório judicial, no âmbito de um processo ligado a crimes financeiros.

Abdul Gafar integra um grupo composto por 40 indivíduos e 32 empresas constituídas arguidas numa investigação relacionada com branqueamento de capitais, fraude fiscal, associação criminosa, falsificação de documentos e uso de documentos falsos. O suspeito encontrava-se fora do país e foi localizado em Lisboa, na sequência de um mandado de captura internacional emitido pelas autoridades moçambicanas, com apoio da INTERPOL.

Após a sua detenção em território português, foi desencadeado um processo de extradição, autorizado pelo Tribunal da Relação de Lisboa, permitindo o seu regresso a Moçambique para responder à justiça.

De acordo com as investigações, Abdul Gafar é apontado como o principal responsável pela criação de várias empresas fictícias, registadas em nome de terceiros, incluindo cidadãos nacionais e estrangeiros. Estas entidades, sem actividade comercial real, eram utilizadas para abrir contas bancárias e movimentar grandes somas de dinheiro.

As autoridades indicam que, através destas contas, eram efectuados depósitos em numerário e por cheques, seguidos de transferências para diversos países, como Portugal, Turquia, China, Hong Kong, Maurícias, Tailândia, Japão, Emirados Árabes Unidos e Malásia. Os valores eram justificados como pagamentos de mercadorias que, na prática, nunca entraram no território moçambicano.

Para sustentar o esquema, o arguido terá recorrido à falsificação de documentos, com o apoio de alguns intervenientes do sistema, incluindo despachantes aduaneiros e colaboradores bancários. Entre os documentos forjados constam facturas, termos de compromisso e registos aduaneiros, utilizados para legitimar operações inexistentes.

Entre 2019 e 2022, o esquema terá permitido a transferência para o exterior de cerca de 140 milhões de dólares, causando prejuízos significativos ao Estado moçambicano, sobretudo pela perda de receitas fiscais.

As autoridades consideram que este tipo de prática, envolvendo empresas sem actividade real e movimentações financeiras sem justificação legal, representa uma ameaça à estabilidade do sistema financeiro e da economia nacional.

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