Resumo
Autoridades iranianas anunciam adoção de rotas alternativas no Estreito de Ormuz devido à presença de minas marítimas, permitindo temporariamente a passagem nesta via crucial para o comércio global. A Guarda Revolucionária iraniana emitiu orientações para evitar incidentes, exigindo que os navios utilizem rotas alternativas para garantir a segurança da navegação. Este desenvolvimento surge após um acordo de cessar-fogo de duas semanas entre os EUA e o Irão, alcançado pouco antes do prazo estabelecido por Donald Trump, que ameaçava intervir. Desde março, o Irão bloqueava efetivamente esta rota marítima, causando impacto nos mercados internacionais e na subida dos preços da energia.
As autoridades iranianas anunciaram, nesta quinta-feira (9), a adopção de rotas alternativas para a navegação no Estreito de Ormuz, justificando a medida com a presença de minas marítimas na principal via de trânsito.
A decisão surge numa altura em que Teerão aceita reabrir temporariamente o estreito, no quadro de uma trégua com duração de duas semanas. A passagem é considerada vital para o comércio global, por onde circula cerca de um quinto do petróleo mundial.
Em comunicado, a Guarda Revolucionária iraniana alertou para os riscos na zona e orientou os navios a evitarem a rota habitual. “Todos os navios que pretendam transitar pelo Estreito de Ormuz deverão utilizar rotas alternativas para a navegação”, indica a nota, citada pelos meios de comunicação locais, sublinhando a necessidade de prevenir incidentes com minas marítimas.
O mesmo documento apresenta ainda orientações específicas para a utilização de corredores alternativos de entrada e saída, com o objectivo de reforçar a segurança da navegação naquela área estratégica.
Esta evolução acontece depois de um entendimento alcançado entre os Estados Unidos da América (EUA) e o Irão, que acordaram um cessar-fogo de duas semanas. O acordo foi fechado na noite de terça para quarta-feira, pouco antes do prazo estabelecido pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, que ameaçava agir caso não houvesse avanços.
Recorde-se que, desde o início de Março, o Irão vinha impedindo, na prática, a circulação nesta rota marítima, uma situação que provocou forte impacto nos mercados internacionais, com a subida dos preços globais da energia.






