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HCB Entrega 300 Milhões De Dólares Ao Estado E Reforça Resiliência Num Ano De Seca Severa

A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) contribuiu com cerca de 300 milhões de dólares norte-americanos para o Estado moçambicano em 2025, entre impostos, taxas e dividendos, num exercício marcado por uma das secas mais severas das últimas décadas na Bacia do Zambeze.De acordo com o comunicado oficial da empresa, as contas do exercício foram aprovadas por unanimidade na Assembleia Geral realizada a 30 de Abril de 2026, evidenciando um desempenho resiliente num contexto hidrológico particularmente adverso.Apesar das limitações impostas pelos baixos níveis de armazenamento na albufeira, a HCB registou uma produção total de 10.921 GWh, assegurando o cumprimento dos seus compromissos comerciais tanto no mercado nacional como na região da África Austral.A empresa manteve o fornecimento de energia à Electricidade de Moçambique, à Eskom, à Zimbabwe Electricity Supply Authority e aos mercados da Southern Africa Power Pool, contribuindo para a segurança energética regional.No plano financeiro, o Presidente do Conselho de Administração, Tomás Matola, destacou que “a HCB alcançou receitas na ordem de 344 milhões de dólares e um resultado líquido de 112 milhões de dólares, o que reflecte uma gestão prudente dos recursos hídricos e financeiros”.O mesmo responsável sublinhou que “no mesmo ano de 2025, a empresa contribuiu com cerca de 300 milhões de dólares norte-americanos para o Estado moçambicano, por meio de impostos, taxas e dividendos, reforçando o seu papel como activo estratégico para a economia nacional e para a estabilidade energética do país”.A dimensão externa da actividade da HCB continua a assumir relevância macroeconómica. Segundo Matola, “a exportação de energia continuou a desempenhar um papel relevante na geração de divisas, contribuindo para a robustez da balança de pagamentos do país”.Este contributo é particularmente relevante num contexto de pressão sobre o mercado cambial, reforçando o papel da empresa como fonte estrutural de receitas externas.O exercício de 2025 foi marcado por uma redução acentuada do armazenamento de água, com níveis a situarem-se em 26,01% no final da época chuvosa 2024/2025.A implementação de um programa de restrição e recuperação permitiu elevar esse nível para 27,23% até ao final do ano, acima dos 21,19% registados no período homólogo de 2024, sinalizando uma trajectória de recuperação.Em paralelo, a empresa prosseguiu com projectos estruturantes, incluindo a reabilitação da Central Sul e da Subestação Conversora do Songo, bem como iniciativas de expansão como a Central Norte e a Central Fotovoltaica.Estas intervenções visam reforçar a capacidade de produção e promover a diversificação da matriz energética, reduzindo a exposição a riscos hidrológicos.O comunicado destaca ainda a robustez dos indicadores económico-financeiros da empresa, com liquidez geral de 20,4, solvabilidade de 41,5 e autonomia financeira de 97,6%.Estes níveis reflectem uma posição financeira sólida, pouco comum no universo das empresas públicas, reforçando a credibilidade da HCB enquanto activo estratégico.No plano social, a empresa implementou iniciativas com impacto directo nas comunidades, incluindo a distribuição de 3.000 carteiras escolares, a construção do Hospital Distrital de Cahora Bassa e o lançamento de projectos de produção alimentar e desporto.Adicionalmente, a empresa registou um ano sem acidentes de trabalho nas áreas de produção, evidenciando um elevado padrão de segurança operacional.As perspectivas para 2026 são consideradas encorajadoras, com os níveis de armazenamento da albufeira a atingirem actualmente 56%.Este cenário poderá permitir uma produção superior aos 11.716,76 GWh planificados, representando um crescimento acima de 7,29% face a 2025.“Os resultados alcançados em 2025 demonstram a resiliência da HCB face a um contexto hidrológico exigente, bem como o nosso compromisso com a sustentabilidade operacional e com a criação de benefícios económicos e sociais para o país”, concluiu Tomás Matola.

Fonte: O Económico

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