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Haiti: violência de gangues e ação policial causam 1,6 mil mortes em 3 meses

Resumo

O Haiti enfrenta uma onda de instabilidade política e violência urbana, com mais de mil mortes e 745 feridos no primeiro trimestre de 2021, segundo o Escritório Integrado das Nações Unidas no Haiti. Apesar de melhorias na segurança em partes da capital, Porto Príncipe, a população ainda se sente insegura devido à expansão da violência, especialmente nas regiões centrais. Gangues continuam a cometer violações dos direitos humanos, como assassinatos, sequestros e extorsões, com destaque para a violência sexual contra mulheres e adolescentes. As forças de segurança, apoiadas por empresas militares privadas e drones, são responsáveis por mais de 60% das vítimas, incluindo denúncias de execuções sumárias. A ONU apela às autoridades haitianas e à comunidade internacional para combater o tráfico de armas, reformar o sistema judicial e garantir o respeito pelos direitos humanos nas operações de segurança.

O Haiti segue vivendo uma onda de instabilidade política e violência urbana com registros de mais de mil mortes e 745 feridos somente no primeiro trimestre deste ano. O alerta é do Escritório Integrado das Nações Unidas no Haiti, Binuh.

Apesar de alguns avanços na segurança em áreas da capital Porto Príncipe, a população segue com forte sensação de insegurança, declarou o representante da ONU no país caribenho Carlos Ruiz Massieu. Segundo ele, a violência continua se expandindo, especialmente nas regiões centrais do país.

Violações de direitos humanos

O informe aponta que as operações das forças de segurança conseguiram limitar a expansão territorial das gangues em áreas de Porto Príncipe. 

Contudo, nos territórios controlados pelos criminosos, violações de direitos humanos seguem sendo cometidas: assassinatos, sequestros, extorsões e destruição de propriedades.

Uma longa fila de pessoas esperando ao ar livre no Haiti para a distribuição de dinheiro como parte de um programa do Programa Mundial de Alimentos (PMA) "dinheiro por trabalho", com plantas tropicais verdes em primeiro plano.
© WFP/Emily Pinna
Pessoas fazem fila em um local de distribuição de ajuda no Haiti.

Violência extrema em Artibonite

Em Artibonite, na região central do Haiti, a violência alcançou novos patamares. No final de março, houve ataques coordenados em diferentes pontos do país, direcionados especialmente a guardas comunitários.

De acordo com o comunicado, 27% dos mortos e feridos registrados durante os primeiros meses deste ano foram resultado de ações de gangues, que também estão envolvidas em casos de violência sexual, principalmente contra mulheres e adolescentes entre 12 e 17 anos. 

O Binuh reforça que a violência e exploração sexual têm sido utilizadas como instrumentos de controle dos moradores que vivem sob o domínio das gangues.

Denúncias de execuções sumárias

As operações das forças de segurança do Haiti, realizadas com apoio de empresas militares privadas e drones, foram responsáveis por mais de 60% das vítimas notificadas.

Denúncias de execuções sumárias foram registradas com o envolvimento de agentes da polícia. Diante dessa crise, a ONU pede às autoridades haitianas e à comunidade internacional que reforcem a luta contra o tráfico de armas, acelerem as reformas judiciais e garantam que as operações de segurança respeitem os direitos humanos.

Fonte: ONU

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