Resumo
O Instituto Confúcio da Universidade Eduardo Mondlane realizou a fase nacional do concurso "Chinese Bridge" em Maputo, onde estudantes universitários competiram para representar Moçambique na etapa mundial na China. O evento promove o ensino da língua chinesa e o intercâmbio cultural entre os dois países, com provas de expressão oral em mandarim, conhecimentos sobre cultura chinesa e apresentações de talentos culturais. Moçambique participa na categoria universitária devido à ausência do ensino de mandarim no nível secundário, contando com cursos de Licenciatura em Língua e Cultura Chinesa em duas universidades. A vencedora, Delfina Macuácua, superou dificuldades na preparação e está agora pronta para representar o país na fase mundial, encarando o desafio com responsabilidade.
O Instituto Confúcio da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) realizou esta quarta-feira, a fase nacional do concurso internacional “Chinese Bridge”, no Centro Cultural Moçambique-China, em Maputo. A competição reuniu estudantes universitários de Maputo e Nampula, apurados nas fases provinciais, para disputar a representação de Moçambique na etapa mundial, a decorrer na China.
Promovido pelo Instituto Confúcio, o certame visa incentivar o aprendizado da língua chinesa e reforçar o intercâmbio cultural entre Moçambique e China, envolvendo estudantes universitários ligados ao curso de Licenciatura em Língua, Cultura e Literatura Chinesa.
Os participantes foram submetidos a provas de expressão oral em mandarim, conhecimentos sobre cultura chinesa e apresentações de talentos culturais, incluindo poesia, música, dança e artes marciais.
O evento decorreu perante estudantes, docentes e representantes da cooperação sino-moçambicana, num ambiente marcado por apresentações culturais e discursos em língua chinesa.
Na ocasião, o director-executivo do Instituto Confúcio pela parte moçambicana, Yassin Chiconde, afirmou que o “Chinese Bridge” representa um dos momentos mais relevantes do intercâmbio cultural entre Moçambique e China no sector da educação.
Segundo Chiconde, o concurso tem permitido que estudantes moçambicanos viajem à China para representar o país e partilhar aspectos da cultura nacional num evento internacional que reúne participantes de mais de 140 países.
O responsável explicou ainda que Moçambique participa apenas na categoria universitária, uma vez que o ensino do mandarim ainda não foi introduzido no nível secundário. Actualmente, o país conta com cursos de Licenciatura em Língua e Cultura Chinesa na Universidade Eduardo Mondlane e na Universidade Rovuma, em Nampula.
“No ano passado, Moçambique alcançou o terceiro lugar a nível mundial, e em 2018 ficou em primeiro lugar”, recordou.

Ao todo, cerca de 45 estudantes participaram nas diferentes fases da competição este ano, dos quais 10 chegaram à etapa nacional. Todos os concorrentes receberam prémios, desde certificados de participação até aos principais galardões do concurso.
A vencedora desta edição, Delfina Macuácua, afirmou ter enfrentado dificuldades durante a preparação para o concurso, chegando mesmo a considerar desistir.
“Foi um processo difícil, mas continuei graças ao apoio das minhas amigas. Hoje sinto-me feliz por ter conseguido alcançar este objectivo”, disse.

A estudante recordou ainda que tinha definido como meta vencer o concurso este ano, depois de não ter conseguido alcançar o primeiro lugar na edição anterior.
Agora, Delfina Macuácua prepara-se para representar Moçambique na fase mundial do “Chinese Bridge”, na China, afirmando encarar o desafio com responsabilidade e o compromisso de representar o país “da melhor forma possível”.






