Resumo
A nova cepa do vírus do ébola detetada na República Democrática do Congo não representa um risco para os viajantes internacionais, segundo a Organização da Aviação Civil Internacional (Icao) e a Organização Mundial da Saúde (OMS). O surto na África Central não compromete a segurança dos serviços aéreos internacionais, mas é crucial seguir as recomendações sanitárias da OMS para prevenir a propagação da doença. A OMS destaca a importância da cooperação entre autoridades, companhias aéreas e comunidades, incluindo medidas como testagem, isolamento, vigilância e triagem nos pontos de entrada. Até ao momento, foram registados mais de 900 casos suspeitos da estirpe Bundibugyo do vírus ébola na República Democrática do Congo, com 220 mortes possivelmente associadas à doença. No Uganda, foram confirmados sete casos, incluindo uma morte.
A declaração é da Organização da Aviação Civil Internacional, Icao. A agência da ONU divulgou um comunicado, nesta segunda-feira, após a Organização Mundial da Saúde afirmar que o risco de transmissão do ébola através de viagens aéreas é baixo.
Fonteiras e aeroportos
O mais recente surto de ébola na África Central não compromete a segurança dos serviços aéreos internacionais, mas os governos e partes interessadas no setor da aviação devem cumprir o protocolo rigoroso de recomendações sanitárias da OMS, para prevenir e mitigar os riscos associados à atual emergência de saúde pública internacional.
À semelhança das orientações nos surtos de ébola, entre 2014 e 2016, as diretrizes atuais da OMS para viagens internacionais não recomendam o fechamento das fronteiras ou imposição de restrições ao tráfego e ao comércio.
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Cooperação e comunidades
As recomendações instam à cooperação entre autoridades nacionais, companhias aéreas e outros setores dos transportes e do turismo.
Entre as medidas para controlar a propagação da doença estão testagem e isolamento, o reforço da vigilância, a prevenção e controlo de infeções, o rastreio de contactos, o envolvimento comunitário e a triagem em pontos de entrada, como aeroportos e passagens de fronteira.
De acordo com a OMS, a triagem à entrada de passageiros provenientes de áreas de risco não é necessária quando o destino são países fora das regiões afetadas.
Nos países com surtos ativos, a triagem pode ser implementada à saída de aeroportos para pessoas que apresentem sintomas compatíveis com a infeção pela estirpe Bundibugyo, tais como febre, fadiga extrema, vómitos e diarreia.
Evacuação médica
Neste contexto, as autoridades de saúde devem assegurar que os casos confirmados e os contactos são isolados e que essas pessoas não realizam viagens internacionais, exceto no âmbito de evacuação médica adequada, refere a OMS.
A transmissão do vírus ébola exige contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados, vivos ou mortos. Trata-se de exposições pouco prováveis para o viajante comum, o que diminui o risco de transmissão em viagens aéreas, sublinha a agência de saúde.
Até ao momento, foram registados mais de 900 casos suspeitos da estirpe Bundibugyo do vírus ébola na República Democrática do Congo e 220 mortes possivelmente associadas à doença.
Ainda nesta segunda-feira, 25 de maio, o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, afirmou que 101 casos e 10 mortes foram confirmados em laboratório como associados ao ébola.
Já no Uganda, dois casos confirmados entre profissionais de saúde elevaram o número total de casos confirmados para sete, incluindo uma morte confirmada, indicou o diretor-geral.
Fonte: ONU






