Testámos a Noblechairs AURA (e não é o que estás à espera). Se andas atento ao mundo da tecnologia, sabes perfeitamente que o mercado das cadeiras para jogar e trabalhar está completamente inundado de designs agressivos, imitações baratas de bancos de carros de corrida e plástico que range por todo o lado.
Pois bem, a conceituada noblechairs decidiu deitar as cartas na mesa com um bicho um bocadinho diferente: a AURA. Tive a oportunidade de testar esta cadeira a fundo durante as últimas semanas e, escusas de fechar os olhos, porque se estás à procura daquela típica cadeira gaming fofinha onde te afundas como se estivesses num sofá antigo, esta não é para ti.
Isto é mais. Posso até dizer que parece uma mistura entre cadeira gaming e cadeira de escritório. Acaba por ser algo com mais classe, mas quem quer mais e melhor.
Ou seja, a marca alemã seguiu um caminho muito mais elegante, focado em quem passa horas a fio em frente ao PC e preza a saúde das costas. O preço afasta os curiosos, isso é um facto. Mas, a construção justifica o valor.
Logo a começar, a montagem é muito simples. Quase que não precisas de instruções, e até tens uma caixinha com as ferramentas e parafusos todos organizados por tamanho. São 10 minutos para os mais desenrascados, e 20 minutos para os mais lentos. Não tem (quase) nada que saber.

Temos aqui um preto acizentado com um acabamento áspero para evitar sujidade. Fora isso, conta com um encosto de cabeça integrado que faz lembrar o banco de um automóvel premium em vez de trazer aquelas almofadas foleiras com elásticos que caem a toda a hora.

É o que já disse em cima, aqui a experiência é muito superior; o material é extremamente premium ao toque e muito mais respirável. Notei o encosto visivelmente mais fresco do que outras rivais do mesmo segmento.
No que toca ao conforto, o assento é firme. Muito firme. Com os meus 97 kg, a espuma de alta densidade dá um suporte brutal e não cede um milímetro. Dito isto, se estás habituado a cadeiras moles, vais estranhar nos primeiros minutos, mas ao fim de cinco ou seis horas de trabalho ou jogo intenso, as tuas costas vão agradecer imenso o facto de não estares completamente torto ou mal sentado.
Sim, isto não é só para teres uma cadeira bonita. É para a tua saúde. Estamos sempre sentados à frente de um monitor. Ter bom suporte para as costas é importante.

O que mais me encheu as medidas nesta noblechairs foi o pacote de ajustes ergonómicos. Esquece aquela ideia de reclinar a cadeira a 180 graus para dormir a sesta, isso sempre foi uma “parvoíce”. A AURA traz um mecanismo de inclinação síncrona feito para acompanhar os movimentos naturais do teu corpo enquanto jogas ou trabalhas.
Assim, podes ajustar a profundidade do assento deslizando-o para a frente e tens os famosos braços 4D Pro que se mexem para onde tu quiseres. Além disso, traz suporte lombar integrado e ajustável em altura, resolvendo aquele problema crónico onde a malta se queixava de sentir barras de metal nas nádegas. Aqui? Esquece, o isolamento do assento é perfeito.
Portanto, em termos de qualidade de construção, estamos a falar de um tanque com quase 30 kg, base em alumínio e um elevador a gás de Classe 4 que aguenta tudo. Mas há uma rasteira. Ou seja, se fores como eu e medires 1,89 m com pernas longas, a cadeira pode parecer-te um pouco baixa. Faltam-lhe ali 2 ou 3 centímetros de altura máxima para ficar perfeita para mim. Se medires entre 1,80 m e 1,82 m, o ajuste vai assentar-te que nem uma luva.
Este é o problema destas cadeiras Premium. Mas, é como tudo na vida. A Noblechairs Aura é uma cadeira a sério. Não é um brinquedo apenas para dizeres aos teus amigos que tens uma cadeira fixe no teu escritório.
Ou seja, se queres fugir do azeiteirismo dos designs gaming habituais e queres uma cadeira robusta que dure anos sem começar a chiar, esta máquina tem de estar debaixo do teu radar.
O que levanta a questão… Preferes gastar o dinheiro numa cadeira firme e focada na saúde das tuas costas ou continuas a achar que o melhor é comprar um modelo mais barato e fofinho mesmo que fiques com dores ao fim de duas horas?
Fonte: Zero Zero




