Resumo
A greve nacional da educação encerrou algumas escolas no norte do país, como parte do protesto contra a reforma laboral do Governo. O Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (S.TO.P.) indicou que a paralisação não afetará os exames nacionais, como o de Biologia e Geologia do ensino secundário. A greve contesta a discussão parlamentar do novo pacote laboral, que sindicatos afirmam irá agravar as condições de trabalho na escola pública. O diploma do Governo, que inclui medidas como o alargamento dos contratos a prazo e o banco de horas individual, será debatido no parlamento após não ter havido acordo na concertação social.
“Neste momento sabemos que a norte há bastantes escolas a fechar, mas ainda não temos dados completos. Mas mais do que escolas fechadas, achamos que a greve marca uma posição de contestação ao Governo”, disse à Lusa Daniel Martins, do Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (S.TO.P.).
Daniel Martins sublinhou que a greve convocada pelo S.TO.P. “garante que não serão afetados os exames nacionais”, ou seja, o pré-aviso de greve não abrange o exame nacional do ensino secundário de Biologia e Geologia, que se realiza hoje.
A paralisação contesta o agendamento para esta quinta-feira, poucos dias após uma greve geral de trabalhadores, da discussão parlamentar do novo pacote laboral do Governo que Daniel Martins assegurou que irá agravar as condições de trabalho e, consequentemente, piorar a escola pública.
O novo pacote laboral, contestado por sindicatos, motivou duas greves gerais: em 11 de dezembro, que uniu CGTP-IN e UGT, e em 3 de junho, convocada apenas pela CGTP.
Entre as alterações legislativas mais contestadas estão o alargamento dos contratos a prazo, as novas regras de acesso à dispensa para amamentação, a reintrodução do banco de horas individual e a não reintegração de trabalhadores despedidos de forma ilícita.
Sem acordo na concertação social, o diploma do Governo seguiu para o parlamento, onde esta quinta-feira vai ser debatido.
Fonte: TVI





