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Herói do Irão fugiu de casa, dormiu na rua e já tem o nome no Guinness

Resumo

Alireza Beiranvand, guarda-redes do Irão, destacou-se com sete defesas contra a Bélgica no Mundial 2026, incluindo uma candidata a melhor do torneio. Conhecido por ter jogado no Boavista e por ter defendido um penálti de Cristiano Ronaldo, Beiranvand superou desafios desde a infância, quando fugiu de casa para perseguir o sonho de ser futebolista. Após passar por várias dificuldades e empregos temporários, incluindo numa pizzaria, o guarda-redes alcançou o sucesso no futebol, sendo reconhecido internacionalmente. Apesar de críticas pela mudança para o Tractor, as suas performances recentes, como contra a Bélgica, têm conquistado admiradores e mudado opiniões.

Com um total de sete defesas, uma delas candidata a melhor deste Mundial 2026, Alireza Beiranvand parou o ataque da Bélgica de todas as formas. O guarda-redes do Irão é um nome já conhecido dos portugueses, ora por ter jogado no Boavista, ora por já ter defendido um penálti de Cristiano Ronaldo no Mundial da Rússia.

O guardião de 33 anos cresceu em Sarabias, uma província de Lorestão. Filho de um pastor, desde cedo se habituou a mudar de lar, para acompanhar os pais e as suas pastagens.

O pai, de resto, foi o primeiro grande entrave ao sonho de ser futebolista. Alireza era o filho mais velho e o progenitor precisava de ajuda para cuidar do rebanho. Com 12 anos, já treinava numa pequena equipa local, contra a vontade do pai, que não via futuro no futebol.

«O meu pai não gostava nada de futebol e pediu-me para trabalhar. Ele até rasgou as minhas roupas e luvas e eu joguei com as mãos descalças várias vezes», contou Beiranvand ao The Guardian.

Frustrado com as atitudes do pai, o guarda-redes, ainda adolescente, fugiu para Teerão de autocarro, após pedir dinheiro emprestado a um familiar. Durante a viagem de autocarro, conheceu Hossein Feiz, presidente de um pequeno clube da capital, que lhe disse que o deixava treinar em troca de cerca de 30 euros. Ora, sem dinheiro, Beiranvand nada pôde fazer e até teve de dormir na rua, à porta do clube.

Mais tarde, Feiz aceitou dar-lhe uma oportunidade no clube arranjou-lhe um teto na casa de um jogador. Ao fim de duas semanas, começou a trabalhar na fábrica do pai de outro colega de equipa e passou a dormir lá. Ainda teve um emprego a lavar carros e, certo dia, atendeu o histórico Ali Daei.

Beiranvand mudou-se depois para o Naft Tehran. Começou por morar numa sala de oração do clube, até que arranjou um emprego numa pizzaria e passava lá a noite. Ora foi na pizzaria que um dia teve de servir o seu treinador, que não fazia ideia de que o guarda-redes tinha esse trabalho. Alguns dias depois, saiu da pizzaria e viu-se novamente sem emprego nem teto. Aceitou, então, varrer ruas.

Pelo meio, Beiranvand ainda foi despedido do Naft Tehran por se ter lesionado quando treinava noutro clube, que também não lhe quis oferecer um contrato. Mais tarde, porém, o treinador de sub-23 do Naft Tehran voltou a abrir-lhe as portas do clube.

A partir daí, foi (quase) sempre a subir. Cresceu nos sub-23, tornou-se titular da equipa principal e passou a destacar-se pelos lançamentos longos – em criança, jogava Dal Paran com os seus amigos, um desporto que consiste em arremessar pedras o mais longe possível. Num jogo entre a seleção do Irão e a Coreia do Sul, a 11 de outubro de 2016, Alireza fez aterrar a bola a 61 metros e 26 milímetros (61.0026) de distância do local do lançamento com os braços, um momento que lhe valeu entrada direta no Guinness.

Nessa altura, já jogava no Persepolis e, dois anos depois, teve um dos momentos altos da carreira, ao defender um penálti de Ronaldo no jogo contra Portugal. A defesa de Beiranvand tornou-se tão popular no país que até foi recriada em duas séries e foi feito um filme baseado na sua história de vida.

Dois anos depois desse momento, teve a primeira aventura fora do Irão, nos belgas do Antuérpia, mas fez apenas 12 jogos. Na época seguinte foi cedido ao Boavista e também sem muito sucesso (apenas nove jogos no Bessa).

Voltou, depois, ao Persepolis, mas está há duas épocas no Tractor. Ora, esta troca para o rival mereceu críticas e muitos pediam que não fosse o titular da baliza do Irão. Depois do jogo contra a Bélgica, contudo, esses críticos terão mudado de ideias.

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p lang="pt">BEIRANVAND 😱🧤

Que defesa do guarda-redes iraniano ❌#sporttvportugal #MUNDIALnaSPORTTV #MundialFIFA2026 #Bélgica #Irão pic.twitter.com/Qvp8pe3W6u

 

Fonte: TVI

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