InícioRevistaInternacional«A experiência diz-me que ser primeiro do grupo não é grande vantagem»

«A experiência diz-me que ser primeiro do grupo não é grande vantagem»

Resumo

O selecionador de Portugal, Roberto Martínez, destaca a importância de focar nos jogos passo a passo, sem pensar em vencer o Mundial, devido à experiência do grupo. Martínez salienta que terminar em primeiro do grupo não é uma grande vantagem, baseando-se na sua experiência em Mundiais anteriores. O treinador espanhol realça a necessidade de neutralizar os pontos fortes da seleção colombiana no próximo jogo e enfatiza a importância de vencer cada partida, independentemente do adversário, para alcançar um bom desempenho no torneio. Martínez sublinha que é essencial criar um bom ambiente no balneário e esquecer o percurso, focando-se em ganhar todos os jogos.

Roberto Martínez, selecionador de Portugal, revelou que no balneário não se fala de vencer o Mundial, porque o grupo é experiente. E, por falar em experiência, o espanhol garante que após três Mundiais já percebeu que terminar em primeiro do grupo não é uma grande vantagem.

«Acho que é preciso compreender como se chega a uma final do Mundial. Para chegar a uma final do Mundial, o jogador que representa a seleção tem de estar muito empenhado, tem de dar tudo de si pelo grupo, tem de ter o talento necessário para vencer as melhores seleções e os nossos jogadores demonstram isso. Mas agora é preciso avançar passo a passo. E um desses passos é tentar fazer um bom jogo contra uma seleção como a colombiana, que é muito exigente, muito diferente das que já enfrentámos. Não falamos de aspetos muito gerais, como ganhar um Mundial ou chegar a uma final. Isso não podemos controlar. O que podemos controlar é que, amanhã, consigamos neutralizar os pontos fortes da seleção colombiana, controlar o jogo e vencer a partida.»

«Não é, não é. Pela minha experiência, no meu primeiro Mundial diria que sim. Sentas-te e, por seres tão inexperiente, queres planear tudo, queres tentar seguir um percurso e depois percebes que isso não acontece nestas competições. Em 2018 estávamos qualificados a Inglaterra e a Bélgica, e fomos disputar um jogo sabendo que o vencedor iria enfrentar o Brasil. Vencemos a Inglaterra, o que nos fez sentir que a equipa cresceu muito, ganhou confiança, envolveu toda a gente e, então, o adversário já não importa. E vencemos o Brasil, quando provavelmente, naquela altura, teríamos pensado que era melhor não o defrontar. Acredito nisso, acredito que o melhor é tentar ganhar todos os jogos, tentar criar o melhor ambiente possível no balneário e esquecer o adversário. Se se quer ter um bom desempenho no torneio, é preciso ser capaz de vencer toda a gente e qualquer adversário. Por isso, o percurso não importa.»

 

Fonte: TVI

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