Resumo
O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, alertou para a ameaça que o consumo e tráfico de drogas representam para a juventude e o desenvolvimento do país, apelando ao reforço da prevenção e combate a este problema. Chapo destacou os efeitos negativos das drogas na saúde, economia, segurança e estabilidade social, salientando que o problema não afeta apenas os consumidores, mas também alimenta práticas criminosas como corrupção e terrorismo. O Presidente manifestou preocupação com o aumento do consumo de drogas entre os jovens, sublinhando os impactos negativos nas famílias e na sociedade. Comprometendo-se a intensificar a cooperação internacional, Chapo defendeu uma abordagem equilibrada que combine medidas repressivas com ações de prevenção e educação para proteger as futuras gerações dos efeitos devastadores das drogas.
Numa mensagem dirigida à Nação por ocasião do Dia Internacional de Luta Contra o Abuso e Tráfico Ilícito de Drogas, assinalado esta sexta-feira, o Chefe do Estado classificou as drogas como um dos maiores desafios da actualidade, pelos seus efeitos na saúde pública, na economia, na segurança e na estabilidade social.
Segundo Chapo, o problema não afecta apenas os consumidores, mas também favorece práticas criminosas como a corrupção, o branqueamento de capitais e o terrorismo.
O estadista manifestou preocupação com a crescente incidência do consumo de estupefacientes entre adolescentes e jovens, salientando que mais de metade dos utentes dos serviços de saúde relacionados com este fenómeno pertencem a esta faixa etária.
“Este fenómeno se traduz, como temos estado a testemunhar, em dificuldades académicas, problemas de saúde, incluindo saúde mental, relacionamentos problemáticos com os colegas, professores, pais e encarregados de educação, que se tornam violentos em algumas ocasiões, e envolvimento com o sistema de administração da justiça”, refere a mensagem presidencial.
O Presidente da República alertou igualmente para as consequências do tráfico de drogas, sublinhando que esta actividade ilícita tem provocado impactos profundos nas famílias moçambicanas, sobretudo quando resulta na detenção de cidadãos no estrangeiro.
O estadista considera que os efeitos destas situações repercutem-se directamente sobre os dependentes e comprometem a estabilidade e o futuro de muitos agregados familiares.
Perante este cenário, Chapo reafirmou o compromisso do Governo em intensificar a cooperação internacional e fortalecer os mecanismos de resposta ao tráfico e consumo de drogas.
“O combate às drogas constitui um imperativo para a preservação da nossa juventude e para a construção da independência económica do país”, defende o Chefe do Estado.
Na sua mensagem, o Presidente sustentou ainda que o sucesso desta luta exige uma abordagem equilibrada, combinando medidas repressivas contra o tráfico com acções de prevenção, educação e sensibilização dirigidas aos grupos mais vulneráveis.
Para Chapo, apenas uma estratégia inclusiva, que associe repressão e prevenção, permitirá reduzir o consumo de substâncias ilícitas e proteger as futuras gerações dos seus efeitos devastadores.
(AIM)
Fonte: aimnews






