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RDCongo eleva para 321 o número de vítimas mortais do ébola e 1203 os casos confirmados

Resumo

O Governo da República Democrática do Congo elevou para 321 o número de mortos e 1.203 casos confirmados do surto de Ébola no leste do país, com uma taxa de letalidade de 26,7%. O surto, declarado a 15 de maio, alastrou-se a outras províncias congolesas e ao Uganda, com 20 casos confirmados neste país. A França também confirmou um caso de Ébola num médico que regressou da RDC. A Organização Mundial da Saúde alertou para o risco de propagação na África Subsariana. Esta é a terceira pior epidemia de Ébola registada, ficando atrás das ocorridas na África Ocidental entre 2014 e 2016 e no leste do Congo entre 2018 e 2020. O vírus Ébola transmite-se por contacto com fluidos corporais infetados, causando febre hemorrágica grave.

O Governo da República Democrática do Congo (RDC) elevou para 321 o número de mortos e para 1.203 o número de casos confirmados do surto de Ébola declarado no leste do país no passado dia 15 de maio.

De acordo com o mais recente boletim divulgado pelo Ministério da Comunicação congolês, com dados recolhidos até 25 de junho, a taxa de letalidade situa-se atualmente nos 26,7%.

Além disso, a taxa de rastreio de contactos atinge os 82,8%, enquanto 148 pessoas conseguiram recuperar da doença.

“O Governo recorda que a luta contra o Ébola é da responsabilidade de todos. Exortam-se todos os cidadãos a comunicarem qualquer caso suspeito, a respeitarem as medidas de higiene e a evitarem qualquer manuseamento dos corpos das pessoas falecidas”, sublinharam as autoridades.

O surto foi oficialmente declarado em 15 de maio em Ituri, província fronteiriça com o Uganda e o Sudão do Sul e epicentro da epidemia, mas alastrou-se também às províncias congolesas orientais de Kivu do Norte e Kivu do Sul.

A epidemia propagou-se igualmente ao Uganda, onde foram detetados 20 casos confirmados, incluindo 15 casos considerados importados da RDC e entre os quais se registaram duas mortes.

Além disso, o Governo francês confirmou ter detetado o primeiro caso positivo de doença causada pelo vírus Ébola, que diz respeito a um médico que regressou de uma missão na RDC.

O surto corresponde à estirpe de Bundibugyo, cuja taxa de letalidade oscila entre os 30% e os 50% e para a qual não existe vacina autorizada nem tratamento específico, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que considerou “elevado” o risco de propagação do surto na África Subsariana e “baixo” à escala global.

A OMS estima que o vírus tenha começado a circular em Ituri cerca de dois meses antes da declaração do surto e classificou a epidemia, no passado dia 17 de maio, como “emergência de saúde pública de importância internacional”.

Trata-se já da terceira pior epidemia de Ébola da história registada até à data.

O surto atual fica apenas atrás do que assolou a África Ocidental entre 2014 e 2016, que causou cerca de 11.000 mortes e 28.000 casos, e de outro que afetou o leste do Congo entre 2018 e 2020 e que causou 2.299 mortes e 3.481 casos.

O vírus Ébola transmite-se por contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e provoca febre hemorrágica grave, vómitos, diarreia e hemorragias internas.

 

Fonte: TVI

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