InícioTecnologiaWindows para jogar? Pode estar tudo a mudar!

Windows para jogar? Pode estar tudo a mudar!

Resumo

A Valve está a acelerar os planos para o seu sistema operativo, o SteamOS, em colaboração com a Intel, AMD e Nvidia, visando garantir compatibilidade com vários hardwares de PC. O SteamOS 3.8, baseado em Arch Linux e KDE Plasma 6, agora suporta novas consolas e processadores Intel e AMD. A empresa trabalha com a Intel para otimizar os drivers gráficos, focando-se nos novos processadores Panther Lake e SoC Arc G3 Extreme. A Nvidia enfrenta desafios na integração dos seus drivers proprietários no SteamOS, com suporte perfeito para placas GeForce previsto apenas para 2027. Com o aumento dos preços de hardware, como a MSI Claw 8 EX AI+ a quase 2000€, a Valve aposta na abertura do sistema operativo para diversificar a sua presença. Esta estratégia pode alterar significativamente o panorama dos jogos para PC.

Normalmente, se quiseres um PC para jogar, tens de ter o Windows 11 instalado. É assim que as coisas funcionam há muitos e longos anos. Mas, a Valve sabe perfeitamente que o mercado de componentes está pela hora da morte e, por isso mesmo, decidiu acelerar os planos para o seu sistema operativo.

A empresa confirmou que está a trabalhar diretamente com a Intel, com a AMD e com a Nvidia para garantir que o SteamOS consiga correr sem espinhas em praticamente qualquer hardware de PC que tenhas lá por casa.

Isto pode ser uma excelente notícia, porque é um Sistema Operativo muito mais focado e eficiente, quando o tema é jogos.

Até há bem pouco tempo, o SteamOS vivia trancado no ecossistema da marca, otimizado quase em exclusivo para a Steam Deck.

Mas a recente chegada da versão estável do SteamOS 3.8 veio mudar as regras do jogo por completo. O sistema foi totalmente redesenhado com uma nova base Arch Linux e o ambiente gráfico KDE Plasma 6, trazendo suporte inicial para as novas consolas de sala e, mais importante do que isso, uma compatibilidade brutal com os novos processadores da Intel e da AMD.

De facto, a aproximação à Intel é tão séria que a Valve admitiu que os seus engenheiros estão a trabalhar em conjunto com a gigante dos chips para otimizar o sistema ao nível dos drivers gráficos. O grande foco é a nova plataforma Panther Lake e o poderoso SoC Arc G3 Extreme, o monstro que alimenta consolas portáteis de topo como a novíssima MSI Claw 8 EX AI+. Embora esta consola chegue às lojas com o Windows 11, o mercado está a exigir uma alternativa Linux estável e a Valve está a tratar disso pessoalmente.

Dito tudo isto, se do lado da AMD e da Intel a festa já está praticamente montada, com a Nvidia o processo é um bocadinho mais lento. Como o SteamOS usa um sistema de ficheiros protegido e imutável (de leitura dinâmica)… Enfiar lá dentro os drivers proprietários e fechados da Nvidia é um quebra-cabeças bem diferente dos drivers de código aberto da concorrência.

A Valve confirma que a cooperação com a equipa verde está a avançar, mas os analistas apontam que o suporte oficial e perfeito para placas gráficas GeForce só deverá aterrar lá para 2027.

Esta abertura do sistema operativo surge numa altura crucial. O hardware portátil e de sala atingiu preços ridículos. A própria MSI Claw 8 EX AI+ custa uns impressionantes quase 2000€. Com a marca a admitir que o preço disparou porque os custos das memórias RAM e do armazenamento triplicaram devido à loucura da Inteligência Artificial.

Assim, com as consolas novas a ficarem a preço de ouro, e o PC também com custos absurdos… A melhor alternativa para muitos jogadores vai ser mesmo reciclar material antigo.

No fim do dia, a Valve percebeu que o futuro não passa por obrigar toda a gente a comprar o seu hardware. Mas, sim por espalhar o seu sistema operativo por todo o lado. Isto pode mudar o jogo!

 

Fonte: Zero Zero

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