Resumo
Cerca de 191 milhões de pessoas na Europa, incluindo Alemanha, Polónia, Hungria e República Checa, enfrentarão temperaturas acima dos 35°C neste domingo, com um total de mais de 381 milhões de pessoas com temperaturas acima dos 30°C. A análise baseia-se em previsões meteorológicas alemãs e projeções populacionais para 2025, indicando que países como Eslováquia, Sérvia, Croácia, Itália, Áustria e parte da Ucrânia também serão afetados. A onda de calor atingirá quase toda a Polónia, Hungria e República Checa, assim como 42 milhões de pessoas na Alemanha, incluindo Berlim. A França continental, com cerca de 11 milhões de pessoas impactadas, deverá terminar o alerta vermelho hoje à noite. A análise, realizada pela AFP e pela ONG Klimadashboard, pode subestimar o impacto em áreas urbanas densamente povoadas devido à limitação do modelo de previsão meteorológica.
No total, as temperaturas máximas deverão ultrapassar os 30 graus Celsius (°C) para mais de 381 milhões de pessoas na Europa (excluindo a Turquia), em comparação com mais de 400 milhões no dia anterior.
Esta análise, baseada nas previsões do Serviço Meteorológico Alemão e nas projeções populacionais para 2025 do Centro Comum de Investigação (Common Research Centre), está em linha com os dados da organização não-governamental (ONG) austríaca Klimadashboard.
Quase toda a Polónia, Hungria e República Checa deverão registar temperaturas acima dos 35°C durante o dia de hoje, assim como 42 milhões de pessoas em grande parte da Alemanha, incluindo Berlim.
Eslováquia, Sérvia, Croácia, Itália, Áustria e o oeste da Ucrânia também serão afetados pela onda de calor que assola a Europa.
Na França continental, onde o alerta vermelho deverá terminar na noite de hoje, cerca de 11 milhões de pessoas serão impactadas.
Para chegar a estes números, a AFP utilizou um método semelhante ao do Klimadashboard, combinando o modelo de previsão meteorológica do Deutscher Wetterdienst (DWD), o serviço meteorológico alemão, com a densidade populacional.
O modelo, com uma precisão de aproximadamente 6,5 km, não consegue refletir totalmente as ilhas de calor urbanas, explicou à AFP David Jablonski, da ONG Klimadashboard.
Assim, a análise “provavelmente subestima o número de pessoas afetadas em áreas urbanas densamente povoadas”, afirmou a organização no seu ‘site’ European Heat Tracker.
Fonte: TVI






