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Governo defende necessidade de segurança cibernética robusta

Resumo

O Ministro das Comunicações e Transformação Digital, Américo Muchanga, enfatizou a importância da segurança cibernética para a transformação digital, salientando que é essencial proteger cidadãos, empresas e instituições contra o cibercrime. Durante o IV Seminário sobre Cibercriminalidade em Maputo, Muchanga destacou que a estratégia do Governo assenta em sistemas digitais, infraestruturas digitais e segurança cibernética. Alertou para a necessidade de proteger o espaço digital devido à crescente exposição a ameaças, como engenharia social e roubo de identidade. Elogiou a Procuradoria-Geral da República pelo seu papel na sensibilização e combate à cibercriminalidade, sublinhando a importância da investigação, cooperação e responsabilização no combate ao cibercrime. O Governo está a implementar uma estratégia de segurança cibernética baseada no fortalecimento legal e institucional, desenvolvimento de capacidades nacionais e cooperação nacional e internacional, incluindo a aprovação de leis e investimento na formação de especialistas e infraestruturas tecnológicas.

O Ministro das Comunicações e Transformação Digital, Américo Muchanga, afirmou que a segurança cibernética constitui um dos pilares fundamentais da transformação digital, defendendo que não é possível alcançar um desenvolvimento digital sustentável sem garantir a protecção dos cidadãos, das empresas e das instituições contra as ameaças do cibercrime.

Falando na abertura do IV Seminário sobre Cibercriminalidade, realizado em Maputo, Muchanga destacou que o Governo assenta a sua estratégia de transformação digital em três pilares fundamentais: os sistemas digitais, as infra-estruturas digitais e a segurança cibernética.

Segundo o governante, a expansão dos serviços digitais e das infra-estruturas de comunicação cria igualmente vulnerabilidades susceptíveis de serem exploradas por agentes criminosos, tornando indispensável a adopção de mecanismos eficazes de protecção do espaço digital.

“Sem segurança cibernética, os cidadãos perderão a confiança nos serviços digitais, comprometendo os benefícios da transformação digital que o País pretende alcançar”, afirmou.

Na ocasião, o ministro elogiou o papel desempenhado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) na sensibilização e coordenação das acções de combate à cibercriminalidade, destacando a realização do quarto seminário dedicado ao tema.

Para Muchanga, a PGR tem demonstrado persistência e empenho na promoção de um ambiente digital mais seguro, trabalhando em estreita colaboração com operadores de telecomunicações, entidades reguladoras e outros actores relevantes.

O governante alertou que a criminalidade no espaço digital evolui ao mesmo ritmo que a tecnologia, recorrendo cada vez mais a métodos sofisticados, incluindo esquemas de engenharia social, roubo de identidade, ataques informáticos e utilização maliciosa da inteligência artificial.

“Hoje, as fronteiras da criminalidade deixaram de ser apenas físicas. Muitas delas atravessam silenciosamente os nossos computadores, telemóveis, plataformas financeiras e redes de telecomunicações”, observou.

Américo Muchanga sublinhou que o combate ao cibercrime exige uma resposta firme assente na investigação, cooperação e responsabilização, princípios que, segundo afirmou, estão reflectidos no lema do seminário.

O ministro destacou ainda que o Governo está a implementar uma estratégia estruturada para reforçar a segurança cibernética, baseada em três eixos fundamentais: o fortalecimento do quadro jurídico e institucional, o desenvolvimento das capacidades nacionais e o aprofundamento da cooperação nacional e internacional.

Neste contexto, recordou a aprovação de diversos instrumentos legais, incluindo a Lei das Transacções Electrónicas, a Política Nacional de Segurança Cibernética e a respectiva Estratégia de Implementação, bem como as recentes leis sobre segurança cibernética e crimes cibernéticos.

Paralelamente, o País está a investir na formação de especialistas, na modernização das infra-estruturas tecnológicas e na criação de equipas de resposta a incidentes de segurança cibernética aos níveis nacional, sectorial, provincial, institucional e municipal.

No plano internacional, Muchanga destacou o compromisso de Moçambique com a harmonização dos seus instrumentos jurídicos com os padrões regionais e internacionais, referindo a ratificação da Convenção da União Africana sobre Cibersegurança e Protecção de Dados Pessoais, bem como os esforços em curso para a adesão à Convenção de Budapeste sobre Crimes Cibernéticos e à Convenção das Nações Unidas contra o Cibercrime.

O governante defendeu que a segurança digital deixou de ser apenas uma questão tecnológica para assumir uma dimensão estratégica ligada à soberania, à governação, à competitividade económica e à confiança pública.

“O activo mais valioso da economia digital não são os computadores nem os algoritmos, mas sim a confiança dos cidadãos”, afirmou.

Por isso, apelou aos participantes do seminário para que contribuam com propostas concretas que reforcem a cooperação entre as instituições e fortaleçam a capacidade colectiva de prevenção, investigação e combate à fraude e à criminalidade no espaço digital.

O IV Seminário sobre Cibercriminalidade reúne magistrados, investigadores, reguladores, operadores de telecomunicações, instituições financeiras, académicos e especialistas nacionais e estrangeiros para debater os desafios e as estratégias de prevenção e combate ao cibercrime em Moçambique.

Fonte: O País

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