InícioRevistaInternacionalRamaphosa reúne-se com líderes do grupo anti-imigração para evitar violência durante protestos

Ramaphosa reúne-se com líderes do grupo anti-imigração para evitar violência durante protestos

Resumo

O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, reuniu-se com líderes do movimento anti-imigração para garantir a paz nos protestos agendados, evitando violência xenófoba. O encontro visou apelar ao respeito pelo direito de manifestação dentro da legalidade. A imigração ilegal tem gerado tensões, com argumentos sobre desemprego e criminalidade. Ramaphosa mobilizou forças de segurança para prevenir violência nos protestos. O medo de novos ataques xenófobos aumenta, com moçambicanos entre as vítimas. Autoridades moçambicanas auxiliam cidadãos regressados devido à violência. Protestos exigem medidas contra imigração ilegal, com autoridades sul-africanas preparadas para responder a qualquer violência. Moçambique mantém serviços consulares em alerta e aconselha precaução à comunidade moçambicana na África do Sul.

Maputo, 30 de Junho (AIM) – O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, reuniu-se, na segunda-feira, com os líderes do movimento anti-imigração comandados por Insizwa Nobunsiza, numa tentativa de assegurar que os protestos nacionais agendados para esta terça-feira decorram de forma pacífica e não degenerem em actos de violência xenófoba contra cidadãos estrangeiros.

O encontro, segundo avança African Global News, teve como principal objectivo apelar ao respeito pelo direito constitucional de manifestação, sublinhando, contudo, que esse direito deve ser exercido dentro da legalidade e sem recurso à violência.

A reunião acontece num contexto de crescente tensão em torno da imigração ilegal na África do Sul, tema que tem alimentado discursos de hostilidade contra cidadãos estrangeiros.

Os promotores dos protestos alegam que a imigração irregular contribui para o desemprego, aumenta a criminalidade e reduz as oportunidades económicas para os sul-africanos, argumentos frequentemente utilizados por movimentos nacionalistas e anti-imigração.

Durante o encontro, Ramaphosa informou os representantes do movimento de que o governo mobilizou um forte contingente das forças de segurança para prevenir incidentes violentos, proteger vidas humanas e salvaguardar bens públicos e privados durante as manifestações.

Ramaphosa, reiterou no encotro, que o direito ao protesto constitui um dos pilares da democracia sul-africana, mas advertiu que qualquer manifestação deverá decorrer de forma ordeira e respeitando os direitos de todos os residentes no país, independentemente da sua nacionalidade.

A realização dos protestos agendados para hoje, reacende o receio de uma nova escalada de ataques xenófobos, fenómeno que, nas últimas semanas, provocou sucessivos episódios de violência contra imigrantes africanos residentes na África do Sul, incluindo milhares de cidadãos moçambicanos.

Os moçambicanos figuram entre as comunidades estrangeiras mais afectadas, devido à expressiva presença de trabalhadores e comerciantes no território sul-africano.

Desde o início dos protestos contra imigrantes, em vários episódios de violência registados ao longo das últimas semanas, centenas de famílias regressaram a Moçambique através dos postos fronteiriços de Ressano Garcia e Namaacha, apoiadas pelas autoridades moçambicanas e por organizações humanitárias.

De acordo com autoridades moçambicanas, os ataques xenófobos deste ano já causaram sete mortes de cidadãos nacionais.

Os protestos convocados para esta terça-feira, 30 de Junho, deverão decorrer em diversas cidades sul-africanas e têm como principal reivindicação o reforço das medidas de combate à imigração ilegal.

As autoridades sul-africanas garantem estar preparadas para responder a qualquer tentativa de violência, enquanto acompanham atentamente o desenrolar das manifestações.

Do lado moçambicano, os serviços consulares mantêm-se em alerta e acompanham a evolução da situação, perante a possibilidade de um aumento do fluxo de cidadãos nacionais que procurem regressar ao país caso se verifiquem novos episódios de violência.

A comunidade moçambicana residente na África do Sul foi igualmente aconselhada a evitar zonas de concentração de manifestantes, manter contacto com as autoridades consulares e adoptar medidas de precaução enquanto persistirem as tensões.
(AIM)
Redacção

 

Fonte: aimnews

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