Resumo
A OMS e autoridades de Uganda estabeleceram um Centro Operacional para combater o surto de ebola no país, após casos confirmados na RD Congo. O vírus já infetou 20 pessoas em Uganda e 1.274 na RD Congo, com 350 mortes. O surto pode aumentar a pobreza, desemprego e custar até US$ 3,6 biliões às economias africanas. O Centro Operacional, em Kampala, visa fortalecer a resposta a emergências de saúde pública, coordenando ações e distribuindo recursos. O Imst, com apoio da OMS e África CDC, irá direcionar recursos para áreas críticas, como a província de Ituri, na RD Congo. A iniciativa visa prevenir a propagação do ebola e mitigar impactos económicos na região.
Após ter o foco no leste da República Democrática do Congo, a nação vizinha, o vírus foi notificado em 20 casos confirmados em Uganda e 1.274 na RD Congo.
Risco de pobreza e desemprego
Desde os primeiros casos confirmados com a cepa bundibugyo, o ebola matou 350 pessoas na RD Congo e em Uganda.
Segundo a ONU, o surto pode levar a mais consequências como lançar quase um milhão de pessoas a mais à pobreza, ameaçando empregos, meios de subsistência e a estabilidade econômica em toda a região.
Uma avaliação do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, revela que a crise do ebola pode colocar em risco 300 mil empregos e custar às economias africanas até US$ 3,6 bilhões, caso se espalhe e os choques regionais mais amplos se intensifiquem.
Equipamentos de proteção são fornecidos aos profissionais de saúde que atuam na linha de frente do combate ao ebola
Tomada de decisões
Com o Centro Operacional em Uganda, a OMS e o Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças, África CDC, querem fortalecer a capacidade do continente de se preparar, coordenar e responder a emergências de saúde pública.
O centro foi aberto nesta segunda-feira com a Equipe Continental de Apoio à Gestão de Incidentes, Imst, técnicos da OMS e de organizações parceiras. A unidade está abrigada no Instituto de Doenças Infecciosas da Universidade de Makerere, em Kampala, de onde coordena o planejamento operacional e vigilância epidemiológica, agilizando a tomada de decisões e a distribuição de recursos.
Plano para redirecionar recursos
A diretora regional de emergências da OMS para a região africana, Marie-Roseline Belizaire, afirma que o Imst ajudará a direcionar os recursos para os locais onde são mais necessários.
Mais de 90% das infecções pelo ebola estão concentradas na província de Ituri, um importante polo de comércio transfronteiriço com Uganda.
Fonte: ONU






