Resumo
O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, anunciou a implementação do Fundo Pro-Mulher, um mecanismo de financiamento para apoiar iniciativas económicas lideradas por mulheres em todo o país, durante um encontro na província de Cabo Delgado. O fundo seguirá o modelo do Fundo de Desenvolvimento Económico Local, facilitando o acesso ao crédito para projetos geradores de rendimento. Esta medida faz parte dos esforços do governo para promover o empoderamento económico feminino e a inclusão financeira, com o objetivo de apoiar empreendedorismo e reduzir desigualdades de género. O acesso ao Fundo Pro-Mulher será simplificado, com o único requisito de ser mulher moçambicana, visando superar barreiras ao crédito formal, especialmente em áreas rurais. Chapo destacou a capacidade de gestão das mulheres e defendeu um maior equilíbrio de género na governação, propondo que, quando o Presidente for homem, a Primeira-Ministra seja uma mulher.
A garantia foi dada durante um encontro com mulheres daquela província, onde o Chefe do Estado reafirmou o compromisso do Governo com o empoderamento económico feminino e anunciou que o fundo funcionará nos moldes do Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL), privilegiando um acesso simplificado ao crédito.
O anúncio constituiu o principal momento do encontro mantido com mulheres de diversos sectores de Cabo Delgado, numa altura em que o governo procura reforçar as políticas de inclusão financeira e de promoção da autonomia económica das mulheres, sobretudo nas comunidades locais.
Segundo Daniel Chapo, o Fundo Pro-Mulher será implementado em todos os distritos do país e terá como objectivo financiar pequenos e médios projectos geradores de rendimento, permitindo que um maior número de mulheres tenha acesso a capital para desenvolver actividades produtivas e expandir os seus negócios.
O Presidente explicou que o novo instrumento seguirá a filosofia do Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL), mecanismo público criado para financiar iniciativas de desenvolvimento económico ao nível distrital, promovendo o empreendedorismo, a criação de emprego e o fortalecimento das economias locais.
Com o Pro-Mulher, o Executivo pretende criar uma linha de financiamento especificamente orientada para responder às necessidades das mulheres empreendedoras.
A iniciativa surge igualmente como um reforço do programa “Empodera”, lançado no ano passado pela Primeira-Dama, e integra a estratégia governamental de promoção da inclusão financeira, combate à pobreza e redução das desigualdades de género através do incentivo ao empreendedorismo feminino.
De acordo com Chapo, o acesso ao Fundo Pro-Mulher será mais simples e menos burocrático, sendo que o principal requisito para beneficiar do financiamento será a condição de ser mulher moçambicana.
A medida visa eliminar obstáculos que, ao longo dos anos, têm limitado o acesso de muitas mulheres ao crédito formal, sobretudo nas zonas rurais e periurbanas.
Durante a sua intervenção, Daniel Chapo justificou a aposta do Governo nas mulheres, afirmando que estas têm demonstrado uma elevada capacidade de gestão, quer no seio da família, quer nas responsabilidades profissionais e na administração pública.
Para o Presidente, essa confiança deve reflectir-se não apenas no acesso a financiamento, mas também na ocupação de cargos de decisão. Nesse contexto, reiterou a visão do governo de promover um maior equilíbrio de género na governação, defendendo que, sempre que a Presidência da República for exercida por um homem, o cargo de Primeira-Ministra deverá ser ocupado por uma mulher.
(AIM)
Paulino Checo/
Fonte: aimnews





